Minhas Leituras de 2017

Em 2017 decidi estipular, pela primeira vez, uma meta de livros a serem lidos. Decidi me dedicar mais à leitura nesse ano que passou, já que nos últimos tempos acabei me distanciando muito desse hábito e estava sentindo falta dos livros na minha vida. Optei por colocar uma meta relativamente alta {considerando que passo praticamente metade do dia no trabalho} e estipulei 3 livros por mês, ou seja, um total de 36 livros no ano. Será que consegui bater essa meta? Vou contar tudo aqui nesse post.

Quantos livros eu li?

Esse ano eu li 39 livros, desde calhamaços até livros mais curtinhos, livros em português e em inglês, mangás e quadrinhos. Todos entraram nessa contagem, pois cada um me levou pra um lugar especial onde fugi um pouco da mesmice do cotidiano.

Nos primeiros meses do ano até que consegui fazer um resumo do que estava lendo aqui no blog, com sinopse e uma mini resenha de cada livro, mas acabei não conseguindo conciliar meu tempo para fazer esses posts {para ver o primeiro post de livros lidos clique aqui e para ver o segundo post clique aqui}.

Alguns deles foram releituras {Frankenstein, A Clockwork Orange, Gatsby, os livros do Edgar Allan Poe etc}, pois quando eu gosto de uma obra eu vou reler ela mil vezes sim, obrigada. Eu tenho uma memória ridícula e esqueço completamente do que já li, então na verdade essas releituras são como um presentinho pra mim mesma pois tenho a certeza de que vou amar muito e ainda revivo a experiência de ler como se fosse a primeira vez. Pelo menos ter uma cabecinha de vento é bom por isso, haha.

Pacto Com A Caveirinha

Em 2017 eu também realizei um sonho que até então julgava ser impossível: virei parceira da Darkside Books, a editora que eu mais amo e admiro no mundo! Nem consigo expressar o quanto essa parceria foi importante para mim: eu sentia amor emanando de cada pacote que chegava aqui em casa – o cuidado com todos os presentinhos enviados aos parceiros é mais do que evidente em cada entrega. Isso sem nem entrar nos méritos dos próprios livros, que ficaram mais incríveis do que já eram! As edições da Caveirinha estão cada vez mais luxuosas e impecáveis, e me arrisco dizer que a Darkside Books foi responsável por alavancar a paixão por livros de muitas pessoas, enfeitiçadas e curiosas pelas capas irresistíveis da editora.

Cada post que fiz em parceria com a editora foi cheio de amor, mas acho que isso deu pra perceber, né? Eu me diverti horrores produzindo e editando as fotos, escrevendo as resenhas e recebendo o carinho de cada pessoa que me conheceu por meio dessa parceria, especialmente no Instagram.

Para ler todas as resenhas que já fiz da Darkside Books, clique aqui.

As 39 Leituras Do Ano

Se você está curioso para saber o que eu li e o que amei, aqui segue a lista completa. Os livros com um coração ao lado do nome são os que amei muito muito mesmo e acho essenciais na estante de qualquer pessoa!

  • #GIRLBOSS • Sophia Amoruso
  • 1984 • George Orwell
  • A Menina Submersa {The Drowning Girl: A Memoir} • Caitlín R. Kiernan
  • Evangelho de Sangue {The Scarlet Gospels} • Clive Barker
  • The Warriors • Sol Yurick
  • Menina Má {The Bad Seed} • William March 🖤
  • Histórias Extraordinárias {Extraordinary Tales} • Edgar Allan Poe
  • A Guerra Que Salvou A Minha Vida {The War That Saved My Life} • Kimberly Brubaker Bradley {resenha aqui!}
  • Psicose {Psycho} • Robert Bloch 🖤
  • Laranja Mecânica {A Clockwork Orange} • Anthony Burgess 🖤
  • Abominação {Abomination} • Gary Whitta {resenha aqui!}
  • Confissões do Crematório {Smoke Gets In Your Eyes} • Caitlin Doughty
  • Donnie Darko • Richard Kelly {resenha aqui!}
  • O Grande Gatsby {The Great Gatsby} • F. Scott Fitzgerald 🖤
  • Ultra Carnem • Cesar Bravo
  • Os Filhos de Anansi {Anansi Boys} • Neil Gaiman 🖤
  • Coração Satânico {Falling Angel} • William Hjortsberg 🖤 {resenha aqui!}
  • Deuses Americanos {American Gods} • Neil Gaiman
  • Mitologia Nórdica {Norse Mythology} • Neil Gaiman
  • O Segredo Dos Corpos {Morgue: A Life In Death} • Dr. Vincent Di Maio & Ron Franscell 🖤 {resenha aqui!}
  • Meu Amigo Dahmer {My Friend Dahmer} • John ‘Derf’ Backderf 🖤 {resenha aqui!}
  • Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel • Ilana Casoy 🖤 {resenha aqui!}
  • Arquivos Serial Killers: Made in Brazil • Ilana Casoy 🖤 {resenha aqui!}
  • Assassinato no Expresso do Oriente {Murder On The Orient Express} • Agatha Christie
  • Wytches • Scott Snyder & Jock {resenha aqui!}
  • Noturno {Nocturnal} • Scott Sigler {resenha aqui!}
  • Fragmentos do Horror {Fragments Of Horror} • Junji Ito 🖤 {resenha aqui!}
  • Uzumaki • Junji Ito 🖤
  • Gyo • Junji Ito 🖤
  • Tomie • Junji Ito 🖤
  • Edgar Allan Poe: Medo Clássico • Edgar Allan Poe 🖤
  • Frankenstein ou o Prometeu Moderno {Frankenstein: Or The Modern Prometheus} • Mary Shelley 🖤
  • Fight Club 2 • Chuck Palahniuk 🖤
  • Watchmen • Alan Moore 🖤
  • As Aventuras de Alice no País das Maravilhas {Alice’s Adventures In Wonderland} • Lewis Carroll
  • Alice Através do Espelho e O Que Ela Encontrou Por Lá {Through The Looking Glass And What Alice Found There} • Lewis Carroll
  • V De Vingança {V For Vendetta} • Alan Moore
  • The Cases That Haunt Us • John E. Douglas & Mark Olshaker
  • The Penguin Book Of Witches • Katherine Howe 🖤

O Que Eu Aprendi Com Essa Meta

Eu decidi estabelecer esse objetivo para aumentar meu ritmo de leitura, que estava enferrujado. Desde criança eu me acostumei a ler muito e muito rápido, mas todo esse tempo parada me fez perder um pouco da minha capacidade de fazer leitura dinâmica; a meta realmente me ajudou muito nesse quesito, percebi que estou lendo bem mais rápido novamente.

Decidi também sair do conforto da internet e procurar fontes bibliográficas para os assuntos que me interessam. Vários livros que estavam na minha lista à anos estavam à apenas alguns cliques da Amazon de distância, e criei vergonha na cara e comprei tudo. Sair da ficção foi diferente pra mim – e amei muito! Já estou com uma wishlist prontinha pra ler mais sobre esses assuntos {vou fazer post sobre um deles em breve}.

Como antigamente só comprava em livrarias, eu nunca lia nada em inglês, e ler diversos livros em outra língua também foi algo extremamente edificante para refrescar o idioma. Isso não foi algo exclusivo de 2017, mas definitivamente treinei bem mais nesse ano.

Também li quadrinhos praticamente pela primeira vez, e amei muito! Não imaginava que conseguiria me conectar tanto com esse tipo de leitura, mas descobri que estava enganada – alguns dos livros mais intensos desse ano foram HQs e mangás. Obrigada ao meu noivo maravilhoso que insistiu nesse quesito e me fez chorar lendo Alan Moore.

Minha Meta Para 2018

Apesar de ter batido meu objetivo, que era ler mais de 36 livros no ano, em 2018 eu não vou estabelecer nenhuma meta literária. Ano passado fiquei mais de um mês presa em um único livro, pra no próximo mês ler cinco tranquilamente; mas também não abandonei nenhuma obra esse ano, por mais sufocante que possa ter sido a leitura. Não me arrependo nem um pouco de ter feito isso pois descobria uma coisa boa em cada livro, mas não preciso me cobrar tanto em 2018. Meus objetivos principais foram alcançados e é isso que importa!

Não quero focar em números esse ano, pois assim fico mais livre para focar em outros projetos, mas não vou abandonar a leitura nunca mais! Não vou deixar o cansaço me abater e enrolar para começar um livro, até por que minha estante está cheia de livros a serem desbravados ainda. Não importa o quanto eu demore para terminar algum livro, eu sempre terei um volume em mãos – essa é minha meta pro resto da vida!

E você, pretende estabelecer uma meta em 2018? Ou tem alguma indicação de livros que eu possa gostar? Me conte nos comentários. 🖤

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Resenha • Fragmentos do Horror por Junji Ito

É impossível pensar em Horror Japonês sem lembrar de Junji Ito. Autor de mangás icônicos do gênero, em Fragmentos do Horror podemos ver o autor trabalhando em histórias bem mais curtas, mas que mesmo assim não deixam de ser aterrorizantes. Esse é também o primeiro mangá lançado pela Darkside Books, por isso tive que caprichar nesse post, senão meus antepassados japoneses se revoltariam no túmulo. Quer saber porquê eu amei tanto esse quadrinho e ver as fotos super especiais que preparei em homenagem ao Mestre do Horror? Vamos lá, vou mostrar tudo nesse post!

魔の断片

Você já conhece o Junji Ito? Já leu algum mangá dele? Caso não conheça, não tem problema. Ele escreveu alguns dos mangás mais famosos de terror, como Tomie, Gyo e Uzumaki. Em Fragmentos do Horror {魔の断片 Ma no Kakera, no original}, você vai poder conhecer alguns contos completamente independentes das outras obras dele, então caso não tenha lido nada de seu trabalho pode ir sem medo {modo de dizer, cof cof} nessa coletânea. Sempre achei que despertar emoções com contos curtos é muito mais difícil, por isso esse mangá é tão prazeroso e interessante de ler.

O mangá é dividido em oito histórias, uma mais bizarra do que a outra. São elas:

  • Futon
  • Monstro de Madeira
  • Tomio Gola Rolê Vermelha
  • Suave Adeus
  • Dissecação-chan
  • Pássaro Negro
  • Magami Nanakuse
  • A Mulher Que Sussurra

O Horror, a Inocência e o Feminino

O Horror de Ito é repugnante, passando do cômico ao erótico. Gosto muito de suas histórias, pois ele busca inspirações no cotidiano, trazendo o terror para coisas que até então eram vistas como inofensivas. Nessa coletânea há uma grande variedade de “estilos”, por assim dizer, então é impossível você não ficar obcecado pelo menos por uma história. Como cada uma delas é muito curtinha, prefiro nem contar muito sobre elas e deixar você decidir qual amou mais; as minhas favoritas são “Monstro de Madeira”, “Suave Adeus” e “Pássaro Negro”. Me conte qual você gostou, vou amar conhecer outros pontos de vista!

Enquanto pesquisava mais sobre esse livro, acabei descobrindo que Fragmentos do Horror foi lançado para uma revista feminina japonesa! Foi só depois disso que comecei a notar que o foco de todas as histórias são as mulheres: ostentosas, fortes e vingativas, ainda que monstruosas – enquanto os homens são fracos, infiéis, desprezíveis. O Mestre do Horror fez uma coletânea especificamente para nós – achei que eu não poderia amar mais o Junji Ito do que já amava, descobri que estava errada.

Cabelos Pretos e Globo Ocular

O kit que a Darkside Books preparou dessa vez veio com uma surpresa assustadora: um lacre de papel marcado com kanjis embalava uma mecha de cabelo preto e o livro. Foi um dos kits mais maravilhosos que já recebi, não tinha como ser mais bizarro do que isso. Quando abri o pacote e vi o cabelo eu dei um grito de verdade, de tão feliz que fiquei. Obrigada, Caveirinha!

A arte da capa tem alusão à todas as oito histórias do livro, ao mesmo tempo que o personagem principal da ilustração é também uma referência clara à obra expressionista “O Grito”, de Edvard Munch, utilizando inclusive a mesma cartela de cores. As referências artísticas que Ito utiliza em seus trabalhos sempre me fazem sorrir {em Uzumaki por exemplo um dos quadros me lembrou muito o “De sterrennacht” de Van Gogh, mas isso fica pra um post futuro}, por isso eu sempre digo que venero esse homem! Além dessa arte maravilhosa, a capa ainda tem uma aplicação de verniz no formato de uma das ilustrações mais intricadas do mangá, existente em “Futon”, que também está presente nas folhas de guarda do livro.

Carne Crua e Sangue

Todo esse capricho com o trabalho de um autor japonês de horror fez meus olhinhos encherem de lágrimas de alegria. Até hoje existe certo preconceito quando a palavra “mangá” é utilizada, mas espero que com essa produção primorosa da Darkside Books algumas pessoas possam repensar qualquer preconceito em relação à essa arte tão bonita. Ah, e como não podia deixar de ser, a leitura segue o formato dos tradicionais mangás japoneses: da direita para a esquerda.

Como esse é o primeiro mangá da Darkside Books, eu nunca deixaria passar a oportunidade de fazer uma produção mais que especial, afinal, precisava honrar as raízes, não é mesmo? Tive a idéia de fazer essas fotos enquanto relia o livro e parei na história do “Pássaro Negro”. Partindo do mesmo princípio de Ito, de transformar o cotidiano em algo horripilante, acabei com essas fotos que foram super divertidas de produzir. Um agradecimento especial ao meu noivo, que me ajudou trazendo carne crua {você quer #relationshipgoals, @?} e que me apóia em todas minhas idéias bizarras.

Fragmentos do Horror foi o primeiro mangá do Junji Ito que eu li, mas já conhecia de nome pois todo mundo fazia cara de surpresa quando eu dizia que ainda não tinha lido nenhuma obra dele. Depois que li esse, não teve jeito: li todos os mangás que meu noivo tinha em casa e ainda peguei o mangá sobre gatinhos {yay, gatinhos!} – e foi aí que tive certeza que esse cara nasceu pra ser meu bff. Hoje em dia posso declarar que sou mais uma discípula desse Mestre do Horror.

E você, o que acha dele? Gostou do post e das fotos? Seu comentário é o que me faz ter vontade de continuar com esse trabalho, então não esquece de deixar uma palavrinha pra mim, ok? 🖤

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Resenha • Noturno por Scott Sigler

Imagine acordar e descobrir que um dos seus sonhos mais bizarros pode ser real? E o que fazer quando esses sonhos começam a se tornar realidade com o aparecimento de cadáveres espalhados pela cidade? Nesse livro de Scott Sigler trazido ao Brasil especialmente pela Darkside Books, ação e fantasia se juntam nas sombras de San Francisco.

Sinopse

Bryan Clauser é um detetive de homicídios de San Francisco e, juntamente com seu parceiro Pookie Chang e sua ex-namorada Robin, começa a investigar os brutais assassinatos que estão ocorrendo na cidade. O único porém é que Bryan consegue ver os assassinatos no momento em que são cometidos – seria ele o assassino? Quanto mais o detetive busca provar sua inocência, mais fundo ele se envolve na história da cidade, que inclui conspirações dentro da própria polícia, criaturas monstruosas e um culto secreto que existe desde a fundação de San Francisco.

Existe uma cidade viva e faminta nas sombras — e ela pode colocar todo o mundo em risco.

Sonhos Agradáveis

Para o caso de não conseguir fechar os olhos durante a noite após ler o livro, a Caveirinha enviou uma máscara de dormir nesse kit monstruoso. A qualidade dos livros da Darkside a gente já conhece: fitilho vermelho, capa dura com um design impecável e com um mapa da ferrovia de San Francisco estampando as folhas de guarda.

Noturno é dividido em capítulos curtos, mostrando histórias simultâneas, então a leitura acaba sendo bem dinâmica. É o tipo de livro que você devora só pra chegar logo no capítulo seguinte!

Sanguinário

Uma das coisas que gostei em Noturno foi que Sigler busca referências científicas para explicar a existência das criaturas subterrâneas, que são pesquisadas pela adorável personagem Robin. Mesmo sendo um livro de fantasia, graças à esse “realismo” os monstros acabam combinando bastante com o tom policial do restante da obra.

Gostei muito de ver também que além do tradicionais “detetives protagonistas” – o herói com crise de identidade e seu parceiro fiel e sempre pronto para soltar uma piada – temos diversos personagens bem construídos dentro desse círculo de trabalho, como a Delegada Zou, o Sr. Burns Negro e o time de legistas formado por Robin e seu chefe Dr. Metz.

A parte psicológica dos personagens sempre chama minha atenção, e aqui temos extremos: Bryan está à beira de um surto psicótico e a um passo de abraçar o seu lado mais sombrio e sanguinário; Pookie é um parceiro fiel mas que suspeita que seu parceiro seja um assassino; já o Sr. Burns Negro é um ex-policial que devido à uma crise de stress pós-traumático não consegue mais sair às ruas. Estas são apenas algumas das facetas exploradas no livro, e a junção desses elementos resulta numa história que analisa os aspectos mais intensos da psique humana.

Admito que fantasia não é meu forte, mas literatura policial domina meu coração e Noturno junta as duas de um jeito único. No meio do livro já queria matar metade das pessoas, me sentia a melhor amiga das outras, enfim, adorei a construção dos personagens e isso fez a leitura fluir muito melhor.

Noturno é um livro para ser devorado em um piscar de olhos. Vai enfrentar?

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Resenha • Arquivos Serial Killers por Ilana Casoy

Já imaginou como seria desvendar o que se passa na cabeça de um serial killer? A Darkside Books te ajuda a solucionar esse mistério com a ajuda de Ilana Casoy, nessa edição especial da Crime Scene com mais de 700 páginas de análise comportamental e estudos de caso. Dois livros reunidos numa edição de tirar o fôlego para despertar o investigador criminal que existe dentro de você.

O tópico “Serial Killers” é um tanto quanto controverso: enquanto algumas pessoas ficam horrorizadas e preferem esquecer que estes existem, outras se interessam tanto sobre o assunto que leem sobre ele em fóruns na internet ou em livros dedicados ao tema. Acho que é bem óbvio que eu sou o segundo tipo e, se você é assim como eu, esse é um livro essencial pra sua coleção!

O Arquivos Serial Killers é um dos relançamentos em comemoração aos 5 Anos da Caveirinha – nada melhor do que comemorar essa data tão especial com Ilana Casoy, que é autoridade no país quando o assunto é mentes criminosas. Essa edição maravilhosa da Darkside Books contém na verdade dois livros: Serial Killers: Louco ou Cruel? e Serial Killers: Made in Brazil. Nesse post vou contar tudo sobre eles e mostrar a maravilhosa edição de luxo que a Caveirinha preparou para os leitores.

Human Organ For Transplant

Eu não me canso de falar como amo os pacotes da Darkside Books! Tudo é super bem pensado e feito com muito carinho, então cada vez que recebo algo pelo correio já tento preparar meu coração para não dar um grito. Bem, essa foi uma das vezes que não consegui me segurar.

Imagine receber uma bolsa de transplante de orgãos pelo correio, com dois livros incríveis dentro? Não consigo imaginar nada melhor do que isso. Já falei sobre o Meu Amigo Dahmer nesse post, mas receber esse Arquivos Serial Killers foi a melhor surpresa da vida!

Já disse que o livro é enorme {720 páginas, para ser exata}, mas como são dois livros então essa edição tem dois fitilhos: um preto e um vermelho. A borda das páginas é vermelha, o que torna esse livro quase uma obra de arte. Amo muito essa capa com a caveira e sem mais nada escrito, com certeza é um dos volumes mais lindos da minha estante. Talvez tenha até exagerado na quantidade de imagens que coloquei nesse post, mas eu simplesmente não consegui deixar nenhuma de fora. Ops! Caveirinha, assim você me mata!

Louco ou Cruel?

Em Louco ou Cruel? a escritora explica o que define um serial killer: as categorias em que são divididos e aspectos gerais e psicológicos, além de desmistificar várias crenças populares. Casoy também fala sobre os passos de uma investigação do FBI, além de comentar sobre os diversos métodos utilizados na Psicologia Investigativa. Esse capítulo em especial é muito interessante para quem se interessa por profiling criminal pois é bem abrangente e completo; é uma inquietante análise de como, por que razão e com que métodos os serial killers agem.

Cada capítulo seguinte é dedicado à um serial killer diferente, muitos dos quais tenho certeza que você já conhece: Ted Bundy, Jeffrey Dahmer, Albert Fish, John Wayne Gacy, Ed Gein, Ed Kemper… e a lista não para.


As Caveirinhas se encontrando {já falei desse quadrinho do Meu Amigo Dahmer aqui}

A quantidade de informações contida em cada capítulo é suficiente para te hipnotizar e não te deixar respirar até terminar de ler. Casoy consegue fazer com que você entre na cabeça do assassino e compreenda melhor o que se passava dentro dele, através de análises minuciosas de seu histórico de vida.

Se você gostou do seriado Mindhunter, produzido pela Netflix, com certeza vai amar esse livro! Além de explicar mais sobre criminologia e podermos ver como a ciência comportamental evoluiu nas últimas décadas, tem um capítulo sobre o Ed Kemper, um dos personagens mais interessantes retratados na série. Se quiser mergulhar fundo na mente dessa “carismática” montanha psicopata de 2,04m responsável pela morte de dez pessoas, essa leitura é essencial para você.

Made in Brazil

Made in Brazil foi o pioneiro do gênero a se dedicar a serial killers brasileiros. Casoy pesquisou desde casos encerrados há décadas até alguns mais recentes, onde pôde ficar cara a cara com os assassinos. É um dossiê completíssimo sobre assassinos em série no Brasil, inclusive contando com entrevistas e anexos técnicos de alguns dos apresentados.

Alguns dos assassinos em séries retratados nessa edição são: Francisco Costa Rocha {Chico Picadinho}, José Paz Bezerra {Monstro do Morumbi}, José Augusto do Amaral {Preto Amaral} e Pedro Rodrigues Filho {Pedrinho Matador}, entre outros.

Uma das coisas que mais chamou minha atenção nesse livro foi o fato de que eu não conhecia praticamente nenhum deles. Especialmente os mais antigos, do começo do século passado, eu nunca sequer tinha ouvido falar, apesar do quão bizarro foram e da magnitude que tiveram na época. Parece que nós brasileiros preferimos apagar da memória esse tipo de acontecimento, ao invés de tentar aprender para que casos similares no futuro sejam evitados.

Outra coisa que me deixou arrepiada foi conhecer os lugares onde alguns dos casos se passaram. Quando leio sobre Dahmer ou Ramirez, por exemplo, não conheço as ruas por onde eles andavam, os bairros onde moravam. Já em Made in Brazil eu literalmente passava por alguns dos lugares citados todos os dias! Avenida Tiradentes, Rua Teodoro Sampaio, Anhangabaú… imaginar que eles já andaram pelas mesmas ruas que eu é assustador.

Talvez por isso ler o Made in Brazil seja tão diferente do Louco ou Cruel?; é mais próximo da nossa realidade e por isso acaba sendo mais sufocante, mas não deixa de ser uma leitura interessantíssima e indispensável para quem se interessa por True Crime.

O que acharam dessa edição maravilhosa? Já conheciam os trabalhos da Ilana Casoy?

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Halloween Extravaganza • Playlist de Horror

Nem preciso falar que, como toda gótica que se preze, fico super animada quando o Halloween chega, não é mesmo? Por isso decidi compartilhar com vocês uma playlist montada para comemorar essa data especial, nessa collab com a Alineminha bruxinha favorita. 🖤

A idéia dessa collab na verdade surgiu com a Larissa, que estava montando uma playlist de Halloween; eu e a Aline acabamos nos empolgando nas sugestões de músicas para incluir e por fim decidimos fazer uma playlist também. O legal é que cada uma, apesar de amar loucamente esse Universo do Horror, tem referências e gostos bem distintos, então as playlists acabaram ficando bem diferentes.

Para ouvir a playlist da Aline no Queen VVitch é só clicar aqui!  

Playlist de Halloween

Minha Halloween Extravaganza tem praticamente todas minhas músicas favoritas com temática relacionada ao horror: desde a trilha sonora dos filmes que mais amo até Deathrock, Cow Punk e Rock Psicodélico. O destaque fica para a banda Goblin, que faz um Rock Progressivo com uma vibe muito macabra e que fez várias trilhas de filmes para o Dario Argento, incluindo meu amor Suspiria {um dos meus filmes favoritos da vida}  e para a banda Coven, que entrou forte na onda mística e satânica dos anos 60 e faz um som incrível – essas duas bandas você precisa conhecer!

Tentei fugir um pouco do óbvio então não estranhem o Hank Williams III aí; mesmo tendo essa alma country ele consegue trazer o Horror pra esse universo, por isso o admiro demais. Ele também fez uma boa transição do Deathrock e Post Punk pra parte mais 60’s da playlist.

 

E aí, você também ama montar playlists temáticas? Já fez alguma de Halloween pra esse ano?

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