Resenha • Arquivos Serial Killers por Ilana Casoy

Já imaginou como seria desvendar o que se passa na cabeça de um serial killer? A Darkside Books te ajuda a solucionar esse mistério com a ajuda de Ilana Casoy, nessa edição especial da Crime Scene com mais de 700 páginas de análise comportamental e estudos de caso. Dois livros reunidos numa edição de tirar o fôlego para despertar o investigador criminal que existe dentro de você.

O tópico “Serial Killers” é um tanto quanto controverso: enquanto algumas pessoas ficam horrorizadas e preferem esquecer que estes existem, outras se interessam tanto sobre o assunto que leem sobre ele em fóruns na internet ou em livros dedicados ao tema. Acho que é bem óbvio que eu sou o segundo tipo e, se você é assim como eu, esse é um livro essencial pra sua coleção!

O Arquivos Serial Killers é um dos relançamentos em comemoração aos 5 Anos da Caveirinha – nada melhor do que comemorar essa data tão especial com Ilana Casoy, que é autoridade no país quando o assunto é mentes criminosas. Essa edição maravilhosa da Darkside Books contém na verdade dois livros: Serial Killers: Louco ou Cruel? e Serial Killers: Made in Brazil. Nesse post vou contar tudo sobre eles e mostrar a maravilhosa edição de luxo que a Caveirinha preparou para os leitores.

Human Organ For Transplant

Eu não me canso de falar como amo os pacotes da Darkside Books! Tudo é super bem pensado e feito com muito carinho, então cada vez que recebo algo pelo correio já tento preparar meu coração para não dar um grito. Bem, essa foi uma das vezes que não consegui me segurar.

Imagine receber uma bolsa de transplante de orgãos pelo correio, com dois livros incríveis dentro? Não consigo imaginar nada melhor do que isso. Já falei sobre o Meu Amigo Dahmer nesse post, mas receber esse Arquivos Serial Killers foi a melhor surpresa da vida!

Já disse que o livro é enorme {720 páginas, para ser exata}, mas como são dois livros então essa edição tem dois fitilhos: um preto e um vermelho. A borda das páginas é vermelha, o que torna esse livro quase uma obra de arte. Amo muito essa capa com a caveira e sem mais nada escrito, com certeza é um dos volumes mais lindos da minha estante. Talvez tenha até exagerado na quantidade de imagens que coloquei nesse post, mas eu simplesmente não consegui deixar nenhuma de fora. Ops! Caveirinha, assim você me mata!

Louco ou Cruel?

Em Louco ou Cruel? a escritora explica o que define um serial killer: as categorias em que são divididos e aspectos gerais e psicológicos, além de desmistificar várias crenças populares. Casoy também fala sobre os passos de uma investigação do FBI, além de comentar sobre os diversos métodos utilizados na Psicologia Investigativa. Esse capítulo em especial é muito interessante para quem se interessa por profiling criminal pois é bem abrangente e completo; é uma inquietante análise de como, por que razão e com que métodos os serial killers agem.

Cada capítulo seguinte é dedicado à um serial killer diferente, muitos dos quais tenho certeza que você já conhece: Ted Bundy, Jeffrey Dahmer, Albert Fish, John Wayne Gacy, Ed Gein, Ed Kemper… e a lista não para.


As Caveirinhas se encontrando {já falei desse quadrinho do Meu Amigo Dahmer aqui}

A quantidade de informações contida em cada capítulo é suficiente para te hipnotizar e não te deixar respirar até terminar de ler. Casoy consegue fazer com que você entre na cabeça do assassino e compreenda melhor o que se passava dentro dele, através de análises minuciosas de seu histórico de vida.

Se você gostou do seriado Mindhunter, produzido pela Netflix, com certeza vai amar esse livro! Além de explicar mais sobre criminologia e podermos ver como a ciência comportamental evoluiu nas últimas décadas, tem um capítulo sobre o Ed Kemper, um dos personagens mais interessantes retratados na série. Se quiser mergulhar fundo na mente dessa “carismática” montanha psicopata de 2,04m responsável pela morte de dez pessoas, essa leitura é essencial para você.

Made in Brazil

Made in Brazil foi o pioneiro do gênero a se dedicar a serial killers brasileiros. Casoy pesquisou desde casos encerrados há décadas até alguns mais recentes, onde pôde ficar cara a cara com os assassinos. É um dossiê completíssimo sobre assassinos em série no Brasil, inclusive contando com entrevistas e anexos técnicos de alguns dos apresentados.

Alguns dos assassinos em séries retratados nessa edição são: Francisco Costa Rocha {Chico Picadinho}, José Paz Bezerra {Monstro do Morumbi}, José Augusto do Amaral {Preto Amaral} e Pedro Rodrigues Filho {Pedrinho Matador}, entre outros.

Uma das coisas que mais chamou minha atenção nesse livro foi o fato de que eu não conhecia praticamente nenhum deles. Especialmente os mais antigos, do começo do século passado, eu nunca sequer tinha ouvido falar, apesar do quão bizarro foram e da magnitude que tiveram na época. Parece que nós brasileiros preferimos apagar da memória esse tipo de acontecimento, ao invés de tentar aprender para que casos similares no futuro sejam evitados.

Outra coisa que me deixou arrepiada foi conhecer os lugares onde alguns dos casos se passaram. Quando leio sobre Dahmer ou Ramirez, por exemplo, não conheço as ruas por onde eles andavam, os bairros onde moravam. Já em Made in Brazil eu literalmente passava por alguns dos lugares citados todos os dias! Avenida Tiradentes, Rua Teodoro Sampaio, Anhangabaú… imaginar que eles já andaram pelas mesmas ruas que eu é assustador.

Talvez por isso ler o Made in Brazil seja tão diferente do Louco ou Cruel?; é mais próximo da nossa realidade e por isso acaba sendo mais sufocante, mas não deixa de ser uma leitura interessantíssima e indispensável para quem se interessa por True Crime.

O que acharam dessa edição maravilhosa? Já conheciam os trabalhos da Ilana Casoy?

Ah, se você fizer uma compra por esse link da Amazon você me ajuda com o blog, sem nenhum custo adicional para você. 🖤

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Halloween Extravaganza • Playlist de Horror

Nem preciso falar que, como toda gótica que se preze, fico super animada quando o Halloween chega, não é mesmo? Por isso decidi compartilhar com vocês uma playlist montada para comemorar essa data especial, nessa collab com a Alineminha bruxinha favorita. 🖤

A idéia dessa collab na verdade surgiu com a Larissa, que estava montando uma playlist de Halloween; eu e a Aline acabamos nos empolgando nas sugestões de músicas para incluir e por fim decidimos fazer uma playlist também. O legal é que cada uma, apesar de amar loucamente esse Universo do Horror, tem referências e gostos bem distintos, então as playlists acabaram ficando bem diferentes.

Para ouvir a playlist da Aline no Queen VVitch é só clicar aqui!  

Playlist de Halloween

Minha Halloween Extravaganza tem praticamente todas minhas músicas favoritas com temática relacionada ao horror: desde a trilha sonora dos filmes que mais amo até Deathrock, Cow Punk e Rock Psicodélico. O destaque fica para a banda Goblin, que faz um Rock Progressivo com uma vibe muito macabra e que fez várias trilhas de filmes para o Dario Argento, incluindo meu amor Suspiria {um dos meus filmes favoritos da vida}  e para a banda Coven, que entrou forte na onda mística e satânica dos anos 60 e faz um som incrível – essas duas bandas você precisa conhecer!

Tentei fugir um pouco do óbvio então não estranhem o Hank Williams III aí; mesmo tendo essa alma country ele consegue trazer o Horror pra esse universo, por isso o admiro demais. Ele também fez uma boa transição do Deathrock e Post Punk pra parte mais 60’s da playlist.

 

E aí, você também ama montar playlists temáticas? Já fez alguma de Halloween pra esse ano?

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Resenha • Meu Amigo Dahmer

E se você descobrisse que aquele seu amigo estranho do colegial virou um dos mais famosos serial killers do mundo, o que faria? Derf Backderf decidiu relembrar sua adolescência nessa Graphic Novel perturbadora, para contar uma história bem diferente da que estamos acostumados sobre o canibal necrófilo Jeffrey Dahmer.

Quando a Darkside Books anunciou que lançaria HQs fiquei mega animada, pois se tem uma editora que eu confio plenamente no gosto é a Caveirinha, então já sabia que iria adorar os títulos novos. Quando vi que Meu Amigo Dahmer estava entre os três primeiros lançamentos nem consegui acreditar; na época nem sabia que o filme já estava em produção, mas já tinha ouvido falar {e muito!} nessa Graphic Novel. Fiquei esperando ansiosamente meu pacotinho chegar em casa.

Para quem não percebeu ainda, eu sou fascinada por casos de True Crime e Serial Killers. Eu passo meu horário de almoço inteiro, literalmente todos os dias, fuçando sobre o assunto no Reddit e quando não consigo dormir tento encontrar um artigo que ainda não li no blog O Aprendiz Verde, um dos meus favoritos da vida. Até cheguei a contar nesse post sobre O Segredo dos Corpos que demorei pra pegar os livros da coleção Crime Scene e que me arrependo amargamente disso, pois acabaram sendo os mais incríveis que li esse ano. Meu Amigo Dahmer mostra um outro lado desse tema, focando na história do serial killer antes de matar, e é essencial para qualquer um que se interesse pelo assunto.

Quem foi Jeffrey Dahmer?

 • { AVISO: CONTEÚDO VIOLENTO E DESCRIÇÕES GRÁFICAS } •

Jeffrey Lionel Dahmer {21 de Maio 1960 – 28 de Novembro de 1994} foi um dos mais brutais serial killers americanos. Entre 1978 e 1991, Dahmer matou 17 homens; ele dopava e violentava suas vítimas, estrangulava-os e desmembrava os corpos, preservando algumas partes e comendo outras. Ele também tentou criar “zumbis sexuais”, injetando ácido e água quente nos crânios abertos de suas vítimas ainda vivas.

Quando descoberto, as provas em seu apartamento não poderiam ter sido menos chocantes: quatro cabeças decepadas, sete crânios, dois esqueletos, dois corações e um torso, além de várias outras partes de corpos, como pênis em conserva e torsos meio dissolvidos em ácido. Também foram encontradas várias polaroids no local que mostravam as atrocidades cometidas.

Em 1992 o “Canibal de Milwaukee”, como ficou conhecido, foi condenado por 15 assassinatos e pegou 957 anos de prisão. Em 1994 Dahmer morreu após sofrer um ataque com uma barra de ferro por outro presidiário.

A história antes da história

Ler Meu Amigo Dahmer é uma experiência visceral, não importa se você acompanha casos de True Crime ou não. Quando imaginamos um serial killer pensamos logo em um monstro longe de nossa realidade; é difícil imaginar que essa pessoa tenha sido uma criança vulnerável um dia, que tenha frequentado a escola, rido de alguma gracinha que aconteceu em sala, tido amigos que nem imaginavam o que se passava em sua cabeça – e é exatamente esse retrato de Dahmer que Derf passa em cada página dessa história.

O interessante é que Derf não busca justificar os atos de Dahmer em momento algum, mas questiona se as coisas poderiam ter tomado rumos diferentes caso os “adultos” tivessem prestado atenção no que estava acontecendo. Os pais, professores e figuras de autoridade de sua vida sempre acabaram ignorando os problemas óbvios que Dahmer enfrentava, fazendo com que ele vivesse e lidasse com seus fantasmas sozinho.

Todos os fatos narrados nos quadrinhos são baseados em relatos do autor, amigos e professores, e são embasados por documentos oficiais e informações cedidas pelo próprio Dahmer em entrevistas posteriores. Além dos quadrinhos, Derf detalha cada acontecimento no final do livro, ampliando nossa visão dos acontecimentos.

Edição Caveirosa

Além da Graphic Novel revisada, essa edição com capa dura da Darkside Books tem também a versão original {e bem mais curta}, além de inúmeros sketches e fotografias originais do autor, retratando sua amizade com Dahmer e a vida deles na escola. Além disso, temos algumas páginas de rascunhos que acabaram sendo cortadas da versão final dos quadrinhos, mas que são igualmente fortes.

Uma coisa que me incomodou um pouco antes de começar a ler foi o estilo do traço de Derf, pois achei muito “simples” {e feio, cof cof}, e senti que não me faria “entrar” na história. Quando terminei, achei o estilo perfeito para a narrativa! Criei um respeito e um carinho tão grande pela história que quando fui tirar essas fotos senti novamente um peso no estômago, pois cada quadrinho é extremamente forte e impactante.

Foto acima • Para vocês verem como as Caveirinhas andam sempre juntas: retrato de Dahmer no colegial em 1977, no livro Arquivos Serial Killers de Ilana Casoy. Essa edição é fantástica e vai estar no blog em breve!

Honestamente, essa HQ foi a melhor que li esse ano. Ela é tão incrível que falo dela pra qualquer um, mesmo quem não goste do assunto. Até fiz minha irmã ler {acho que foi a primeira HQ dela}, mas é uma história que me surpreendeu tanto que não consigo deixar de lado.

Sobre O Filme

Depois disso tudo nem preciso dizer que chorei quando vi o trailer do filme, né? A semelhança de Ross Lynch com Dahmer é absurdamente impecável, e pelas poucas cenas que aparecem posso dizer que sua atuação também está muito parecida. Estou muito ansiosa por esse filme, muito muito muito ansiosa mesmo. A estréia está marcada para 03 de Novembro deste ano nos Estados Unidos, mas não tenho idéia se vai sair nos cinemas brasileiros. Assista aqui o trailer e me fale se não sente um arrepio até a espinha:

Ele foi um monstro, mas todo monstro nasce de algo; nessa obra conhecemos o início do fim de Dahmer.

E você, também se interessa pelo tema? Já conhecia essa Graphic Novel? Quer ver o filme no cinema? Já viu que eu me empolgo sobre o assunto, pode vir que vou adorar falar sobre isso.

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Resenha • Wytches

Brvxas: esqueça tudo o que sabe sobre bruxas antes de mergulhar nessa Graphic Novel de Scott Snyder que explora nossos medos mais profundos.

E pela primeira vez aqui no blog, uma resenha de uma Graphic Novel! Claro que tinha que ser com uma das primeiras HQs que a Darkside Books lançou, não é mesmo? Já comentei aqui que, mesmo estando noiva de um artista de quadrinhos, só agora estou me interessando por esse tipo de arte – e graças à esses lançamentos da Darkside estou tendo a oportunidade de conhecer HQs que são a minha cara. Hoje vou falar da primeira delas, que já tinha sido recomendada para mim e que fala sobre bruxas. Não, espera, eu quis dizer brvxas!

E é como disse lá em cima: essa não é uma história sobre bruxas, é uma história sobre brvxas. A primeira vez que li essa HQ foi em um domingo ensolarado e estava ansiosa para ler algo sobre as bruxas que eu amo: podia ser uma coisa à la Wicked, The Love Witch ou meio The VVitch, quem sabe? Mas não imaginei que o livro fosse fugir completamente dos arquétipos que estou acostumada e que gosto tanto – e por isso acho que acabei me decepcionando um pouco. Mas, como confio muito no gosto da minha querida Aline {que tinha me dito que essa era uma de suas HQs favoritas}, acabei relendo algum tempo depois sem maiores expectativas e adivinhem: eu simplesmente adorei dessa vez!

Não sei se o dia feliz e os raios de sol contagiando o ar com alegria enfraqueceram um pouco o impacto e o medo que eu deveria ter sentido pela primeira vez, mas ler essa HQ novamente em uma manhã nublada numa sala vazia fez meu coração saltar algumas vezes. Se você for ler Wytches pela primeira vez, siga meu conselho: leia num lugar onde esteja sozinho, sem barulhos e de noite – sua experiência será muito melhor.

 Sinopse

Sailor Rook é uma adolescente solitária que, juntamente com seu pai e sua mãe, se muda para uma pequena cidadezinha de New Hampshire chamada Litchfield, buscando um recomeço após um incidente trágico. O que eles ainda não sabem é que algo sinistro vive nas florestas, espreitando e esperando para atacar. Afinal, jura é jura!

Na Toca das Brvxas

Uma coisa que também achei incrível foi a técnica mista utilizada para as ilustrações, que ficaram a cargo de Jock. No fim do livro tem um passo-a-passo ilustrando como foram feitas as páginas, que é super interessante para quem, assim como eu, se interessa por esse tipo de arte. Cada página foi desenhada com nanquim e depois recebeu camadas e mais camadas de pinturas no Photoshop e de borrões com aquarela e tinta acrílica em papel, que foram intercaladas para criar esse efeito caótico e complexo.

E nem preciso comentar que quase morri de felicidade quando recebi esse pacote; os detalhes ficaram maravilhosos e totalmente minha a e s t h e t i c, haha. O livro veio embrulhado em um tecido rústico, estonado, amarrado com um cordão de camurça marrom com uma pedra roxa e galhos – parece que estava escondido perto de uma toca de brvxas! Olhar esse pacote depois da leitura me fez continuar imersa no universo dessas criaturas; sério, tem como não amar a Darkside?

Dentes Arreganhados

Ao ler os vários epílogos escritos por Snyder fui desenvolvendo melhor a idéia do que uma Wytch é para mim. Wytches são criaturas horrendas, que se escondem debaixo da terra e se alimentam de carne humana; mas elas só agem quando permitimos, quando somos tomados pelo medo e deixamos ele tomar conta de nossa vida. E sim, as Wytches são reais e nós passamos por elas todos os dias. Elas podem não comer carne, não literalmente pelo menos, mas o prazer pelo medo que elas infligem nos consome do mesmo jeito. As Wytches estão à espreita para ver você falhar, estão aguardando o deslize que vai fazer você chegar no desespero máximo para se deliciar com seu sofrimento; é nessa hora que elas chegam com os dentes arreganhados.

Essa é uma história em que Snyder usou o próprio medo de não poder proteger seu filho da realidade para criar uma narrativa dentro de uma mitologia, e podemos perceber bem esse sentimento no relacionamento entre Sailor e seu pai. Se eu, que não tenho filhos, já fico apreensiva normalmente ao imaginar a responsabilidade de criar outra pessoa, nem imagino a angústia que deve ser sentir esse medo específico. Se eu fosse mãe e lesse Wytches eu acho que teria uma síncope. E não são só os pais que sofrem com as brvxas: bullying, depressão, dependência e solidão são algumas das outras coisas que as Wytches adoram.

Apenas relembrando que essa é a minha interpretação. E, mesmo não vendo mais as Wytches como criaturas monstruosas, isso não quer dizer que eu tenha menos medo delas. O fato de enxergá-las o tempo todo agora me deixa apavorada!

E você, já conhecia essa HQ? O que achou? Ficou com vontade de ler? 💜

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Resenha • Coração Satânico

Magia negra, Nova York nos anos 50, voodoo, assassinatos cruéis e um detetive em busca da verdade: não é à toa que fiquei apaixonada por esse livro! Venha conferir comigo todos os detalhes desse suspense delicioso da Darkside Books. 🖤

Não sei exatamente por quê, mas desde que recebi o release de Coração Satânico por William Hjortsberg fiquei vibrando por esse livro. Nunca tinha ouvido falar dele ou do filme antes, mas ao ver imagens da adaptação de 1987 achei que a obra tinha um “quê” de Southern Gothic – basicamente, a minha cara. Achei a capa do livro maravilhosa, vi que tinha um filme com o De Niro e já fiquei louca para ler logo. E, honestamente? Foi uma das melhores leituras do ano. Obrigada mesmo Darkside Books por ter apresentado essa obra para mim, pois sei que se não fosse por esse relançamento lindo eu nunca teria conhecido esse livro!

Sinopse

Nova York, 1959. O detetive particular Harry Angel é contratado por um misterioso cliente chamado Louis Cyphre para descobrir o paradeiro de um famoso cantor chamado Johnny Favorite. O músico retornou da Segunda Guerra Mundial em estado catatônico e foi internado em um hospital, nunca mais sendo visto depois disso. Para descobrir seu paradeiro, Angel segue os rastros de Favorite e se vê cada vez mais envolvido com cultos secretos, magia negra e voodoo.

Galinhas, Sangue & Alfinetes

A inspiração Noir clássica é inegável na trama – o que me deixou extasiada, já que eu amo Filmes Noir. Nem preciso dizer que toda essa temática ocultista me agrada muito, então ler um “Noir” sobre esses assuntos é um prazer. A leitura dessa obra é deliciosa, é o tipo de livro que te deixa ser ar do começo até o final!

Uma coisa que achei super legal é que o autor pesquisou a fundo a estrutura da cidade: cada rua e referência descrita são reais. Os detalhes são tantos que sentimos que estamos ao lado de Angel, desbravando cada canto da cidade em busca de Johnny Favorite. E mais: se o autor fala que em tal dia há quase sessenta anos atrás choveu, realmente choveu! Ele pesquisou cada tempestade, garoa e nevasca para que o resultado fosse o mais realista possível. Incrível, não é?

Eu sei que sou suspeita já que falo isso toda vez, mas essa capa é uma das minhas favoritas da minha estante! Ela me deixou louca pra ler o livro {e não me decepcionei nem um pouco} e acho essa colagem de imagens maravilhosa. Além da parte gráfica toda que está linda, meu livro veio amarrado em barbante vermelho e com um – pasmem – boneco de voodoo! Ele ainda veio com um bilhetinho ótimo sobre os voodoos que a gente pode fazer {pra Darkside lançar nosso autor favorito, pra ganhar livros novos…} e por aí vai. Adorei esse boneco, pode ter certeza que já espetei muito ele, viu?

 O Filme

A adaptação cinematográfica de 1987 {“Angel Heart”, no Brasil: “Coração Satânico”} tem muitas diferenças em relação ao romance original – o que não é novidade nenhuma – mas mesmo assim não deixa de ser um bom filme. No filme, Mickey Rourke interpreta Harry Angel e Robert De Niro interpreta Louis Cyphre.

Mudanças sempre são necessárias para adaptar um livro para o cinema, mas uma coisa que não entendi foi mudarem o ano em que se passa a história: no livro ela se passa em 1959, enquanto no filme o ano é 1955. Achei uma mudança tão insignificante, queria mesmo entender o motivo dela. Outra alteração é no cenário: enquanto no livro os personagens ficam sempre em Nova York, no filme saímos da metrópole em algumas cenas, por exemplo quando Angel vai procurar mais informações sobre Evangeline. No filme a cena funciona muito bem, é um contrate enorme com as cenas escuras da cidade, mas como falei lá em cima o livro é tão rico em detalhes reais sobre Nova York que me dá até pena a história sair um pouco de lá.

Depois que terminei o filme fiquei ainda mais chocada por nunca ter ouvido falar dele. Por que raios ele não é mais conhecido? Ele pode não ser o filme mais incrível do mundo, mas tem o De Niro interpretando um cavalheiro “exótico”, tem sangue, tem voodoo, é inspirado em Filmes Noir, enfim, tem tudo o que eu gosto e eu nunca vi ninguém falando sobre ele. Decepcionadíssima comigo mesma, rs. Mas enfim, se gosta de filmes assim, vale a pena assistir esse também, caso não tenha visto ainda.

E o que achou desse livro? Gosta de obras com essa temática? Já tinha visto o filme? Me conta nos comentários, será que eu sou a única desinformada do mundo?

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