Resenha • Coração Satânico

Magia negra, Nova York nos anos 50, voodoo, assassinatos cruéis e um detetive em busca da verdade: não é à toa que fiquei apaixonada por esse livro! Venha conferir comigo todos os detalhes desse suspense delicioso da Darkside Books. 🖤

Não sei exatamente por quê, mas desde que recebi o release de Coração Satânico por William Hjortsberg fiquei vibrando por esse livro. Nunca tinha ouvido falar dele ou do filme antes, mas ao ver imagens da adaptação de 1987 achei que a obra tinha um “quê” de Southern Gothic – basicamente, a minha cara. Achei a capa do livro maravilhosa, vi que tinha um filme com o De Niro e já fiquei louca para ler logo. E, honestamente? Foi uma das melhores leituras do ano. Obrigada mesmo Darkside Books por ter apresentado essa obra para mim, pois sei que se não fosse por esse relançamento lindo eu nunca teria conhecido esse livro!

Sinopse

Nova York, 1959. O detetive particular Harry Angel é contratado por um misterioso cliente chamado Louis Cyphre para descobrir o paradeiro de um famoso cantor chamado Johnny Favorite. O músico retornou da Segunda Guerra Mundial em estado catatônico e foi internado em um hospital, nunca mais sendo visto depois disso. Para descobrir seu paradeiro, Angel segue os rastros de Favorite e se vê cada vez mais envolvido com cultos secretos, magia negra e voodoo.

Galinhas, Sangue & Alfinetes

A inspiração Noir clássica é inegável na trama – o que me deixou extasiada, já que eu amo Filmes Noir. Nem preciso dizer que toda essa temática ocultista me agrada muito, então ler um “Noir” sobre esses assuntos é um prazer. A leitura dessa obra é deliciosa, é o tipo de livro que te deixa ser ar do começo até o final!

Uma coisa que achei super legal é que o autor pesquisou a fundo a estrutura da cidade: cada rua e referência descrita são reais. Os detalhes são tantos que sentimos que estamos ao lado de Angel, desbravando cada canto da cidade em busca de Johnny Favorite. E mais: se o autor fala que em tal dia há quase sessenta anos atrás choveu, realmente choveu! Ele pesquisou cada tempestade, garoa e nevasca para que o resultado fosse o mais realista possível. Incrível, não é?

Eu sei que sou suspeita já que falo isso toda vez, mas essa capa é uma das minhas favoritas da minha estante! Ela me deixou louca pra ler o livro {e não me decepcionei nem um pouco} e acho essa colagem de imagens maravilhosa. Além da parte gráfica toda que está linda, meu livro veio amarrado em barbante vermelho e com um – pasmem – boneco de voodoo! Ele ainda veio com um bilhetinho ótimo sobre os voodoos que a gente pode fazer {pra Darkside lançar nosso autor favorito, pra ganhar livros novos…} e por aí vai. Adorei esse boneco, pode ter certeza que já espetei muito ele, viu?

 O Filme

A adaptação cinematográfica de 1987 {“Angel Heart”, no Brasil: “Coração Satânico”} tem muitas diferenças em relação ao romance original – o que não é novidade nenhuma – mas mesmo assim não deixa de ser um bom filme. No filme, Mickey Rourke interpreta Harry Angel e Robert De Niro interpreta Louis Cyphre.

Mudanças sempre são necessárias para adaptar um livro para o cinema, mas uma coisa que não entendi foi mudarem o ano em que se passa a história: no livro ela se passa em 1959, enquanto no filme o ano é 1955. Achei uma mudança tão insignificante, queria mesmo entender o motivo dela. Outra alteração é no cenário: enquanto no livro os personagens ficam sempre em Nova York, no filme saímos da metrópole em algumas cenas, por exemplo quando Angel vai procurar mais informações sobre Evangeline. No filme a cena funciona muito bem, é um contrate enorme com as cenas escuras da cidade, mas como falei lá em cima o livro é tão rico em detalhes reais sobre Nova York que me dá até pena a história sair um pouco de lá.

Depois que terminei o filme fiquei ainda mais chocada por nunca ter ouvido falar dele. Por que raios ele não é mais conhecido? Ele pode não ser o filme mais incrível do mundo, mas tem o De Niro interpretando um cavalheiro “exótico”, tem sangue, tem voodoo, é inspirado em Filmes Noir, enfim, tem tudo o que eu gosto e eu nunca vi ninguém falando sobre ele. Decepcionadíssima comigo mesma, rs. Mas enfim, se gosta de filmes assim, vale a pena assistir esse também, caso não tenha visto ainda.

E o que achou desse livro? Gosta de obras com essa temática? Já tinha visto o filme? Me conta nos comentários, será que eu sou a única desinformada do mundo?

Continue Reading

Resenha • O Segredo dos Corpos

Meu coração parou um pouquinho quando recebi esse pacote da Darkside Books com o livro O Segredo dos Corpos, escrito por Dr. Vincent Di Maio e Ron Franscell. Nada mais justo, já que é um livro que te leva pra dentro das salas de necrotério, contando os segredos que cada saco preto esconde atrás do zíper. Para saber tudo o que essa leitura oferece é só me acompanhar nesse post. ♥

O Segredo dos Corpos é o primeiro livro da coleção Crime Scene da Darkside Books que eu leio. Sim, eu também fiquei horrorizada com isso! Logo eu, a pessoa que entra todos os dias em fóruns de True Crime e fica procurando casos interessantes de assassinatos durante a hora do almoço? Talvez por ler exaustivamente sobre o assunto online diariamente achei que não precisasse de livros sobre o tema, por isso acabei não indo atrás dos títulos dessa coleção. Bom, só pra avisar, eu estava absurdamente enganada e vou explicar pra vocês o porquê.

Saco para Cadáver

Esse pacote da Darkside Books foi, definitivamente, o meu favorito até hoje! O livro veio nesse saco preto com zíper, como aqueles pra guardar corpos {juro que quase chorei de felicidade quando vi isso, sem exagero}. Pra completar o clima necrotério, veio ainda com um par de luvas azuis e uma máscara descartável, além da famosa faixa amarela escrito CRIME SCENE, que já era meu desejo há muito tempo e vai ser muito bem aproveitada quando eu arrumar um cantinho pros meus livros. Me fala se esse não é o kit mais incrível que você já viu na vida?

A equipe que cuida do design também se superou nesse volume! Todo mundo que me viu lendo esse livro ficou maravilhado e quis pegar pra ver sobre o que era, por que ele é simplesmente divino. A capa tem um detalhe em verniz no olho do cadáver, e isso dá um efeito incrível, parece que os olhos dele te seguem o tempo todo. Também amei a combinação de cores, achei esse azul claro tão lindo e diferente pra livros do gênero!

Segredos Desenterrados

Nesse livro o Dr. Vincent Di Maio, renomado patologista forense, nos apresenta alguns dos casos mais importantes em que já trabalhou. Cada capítulo nos apresenta um corpo e todas dúvidas e mistérios que o cercam; o trabalho de Di Maio é fazer com que cada dúvida seja extinguida e cada caso tenha um final justo.

Uma das coisas que mais achei interessante é que {obviamente} como profissional, o legista deve ser imparcial e avaliar apenas os fatos, e não deixar seus pré-conceitos falarem mais alto que as evidências. Enquanto acompanhava cada caso eu pensava comigo mesma “Mas é claro que foi um assassinato horrível e cruel!” para no final as provas mostradas por Di Maio refutarem minhas teorias iniciais. A imprensa e o público geralmente não procuram a verdade, o que queremos é um bode expiatório que nos deixe confortáveis. Gostaria de pensar que não sou assim, mas o caso de Trayvon Martin, que iniciou o movimento #BlackLivesMatter e encabeça o primeiro capítulo do livro, me fez ver como muitas vezes escolhemos fechar os olhos para a realidade.

Meus capítulos favoritos são os que falam sobre alguns dos Serial Killers que passaram pela carreira do patologista. Sempre tive um interesse absurdo pelo assunto e ver os casos pelos olhos de Di Maio é intrigante. Adorei descobrir como alguns casos do começo da carreira dele acabaram servindo como apoio no tribunal para que casos semelhantes futuros conseguissem ser levados à justiça. Ao mesmo tempo, senti uma tristeza absurda de ler sobre casos onde a verdade acabou sendo muito mais dolorosa e “injusta” do que uma mentira que gostaríamos de acreditar, e pessoas acabaram presas ou tiveram a família destruída por causa disso.

A narrativa é impecável, eu devorei palavra por palavra querendo descobrir a conclusão de cada capítulo. Esse foi um dos livros que mais mexeu comigo, especialmente por lidar com casos reais e trágicos. Honestamente, não consigo resumir algo tão complexo como o que é passado nas linhas desse livro, por isso recomendo essa leitura com todo o meu coraçãozinho dark. ♥

A partir de agora me declaro obcecada pela linha Crime Scene e amanhã mesmo inicio a leitura do terceiro livro que ganhei da coleção {sim, eu falo sério quando digo que amo algo}. Vocês também se interessam por esse assunto? Já conhecem esses livros? Me recomendem algo sobre True Crime, pode ser livro, filme ou documentário – quero conhecer o máximo possível sobre o tema!

Continue Reading

Resenha • Donnie Darko por Richard Kelly

Quando peguei o livro do Donnie Darko em mãos, a primeira coisa que pensei foi: “será que finalmente vou entender esse filme?“. Não me entenda mal caso não conheça essa obra, mas “o que foi que eu acabei de ver?” é a pergunta que todo mundo faz ao final dele – e essa é justamente uma das razões do sucesso desse clássico cult. Venha ver o que tem nesse volume lindo da Darkside Books e se apaixone por essa história também!

Essa edição de Donnie Darko da Darkside Books é simplesmente maravilhosa: tem capa dura com um design gráfico lindo, marcador de fita de cetim azul e um marcador em formato de avião da Caveirinha.

No prefácio escrito pelo Jake Gyllenhaal ele comenta brevemente sobre o impacto do filme e as experiências que ele teve e ainda tem quando alguém chega pra ele querendo discutir sobre o que o filme trata. Quer saber o que ele responde quando perguntam a teoria dele? Bom, isso eu não posso responder, você vai ter que ler pra descobrir. 💙

A entrevista com o Richard Kelly é simplesmente deliciosa. Não tinha a menor idéia dos percalços que uma produção {atualmente} tão famosa quanto Donnie Darko passou para ser produzida e levada a sério. Saber os detalhes da produção da boca do próprio diretor foi bem interessante e me fez dar bem mais valor ao resultado final.

Sabiam que a Drew Barrymore adorou o roteiro e quis produzir e participar do filme? Bem, eu não sabia. E foi só quando souberam que ela participaria que nomes grandes começaram a se interessar pela obra. E adivinhem, esse mesmo roteiro que ela leu está todinho aqui no livro, pra você ler também!

Sobre o Roteiro

Mesmo amando cinema eu nunca tive muito interesse em ler roteiros, mesmo porque achava abstrato demais. Até este livro, nunca tinha lido nenhum roteiro, e que ironia ter escolhido bem Donnie Darko, não é?

Já vi o filme algumas vezes, mas a última deve ter sido há pelo menos oito anos atrás, então eu não lembrava exatamente de todos os detalhes. No começo do livro já somos avisados pra assistir o filme antes de começar o livro; como já tinha visto, mesmo que há muito tempo, decidi ler tudo primeiro para ter uma experiência completamente diferente das anteriores.

Esse roteiro é a última versão {ou “tratamento”} do diretor, então é o mesmo material que toda a equipe e o elenco teve para se preparar para a gravação. Achei isso super interessante, pois imaginei a loucura que deve ser criar toda uma narrativa visual baseada nas breves descrições do roteiro, mesmo que os diálogos todos estejam praticamente ali. Mesmo com o filme já um pouco apagado da minha mente, ao ler cada linha as cenas apareciam claramente na minha cabeça, como se tivesse assistido há poucos dias e não há quase uma década, então a leitura dele acabou sendo super fácil.

No final também tem “A Filosofia da Viagem no Tempo”, o livro que é citado no filme. Não vou dar mais detalhes sobre ele, pois spoiler né, mas adorei ler ele na íntegra, parece que fazemos parte do mesmo Universo louco do filme.

O Filme Que Explodiu

Na edição acabaram cortando algumas coisinhas, obviamente, mas esse roteiro está bem próximo do resultado final. Assistir o filme depois acabou sendo uma experiência mais completa e até mais emocional, especialmente sabendo de todos os problemas enfrentados na gravação e divulgação do filme. Fiquei muito triste quando fui procurar mais sobre o Richard Kelly e descobri que ele simplesmente sumiu do cinema; ele fez algumas produções que foram muito criticadas e não produz nada desde 2009. Como algumas pessoas dizem, ele foi amaldiçoado ao fazer de seu primeiro filme uma obra prima e infelizmente não conseguiu superá-lo, como muitas vezes acontece em Hollywood.

Ah, outra coisa incrível do filme é a trilha sonora! Se você, assim como eu, é mega saudosista e nostálgico, vai amar saber que a trilha tem nomes queridíssimos como Echo & The Bunnymen, Joy Division, Tears for Fears, Duran Duran, INXS entre outros – sim, tudo isso por que a história é todinha ambientada nos anos 80. Não tem como não amar, né?

Minha Experiência com o Livro

Eu já adorava o filme mas esse livro me fez ter mais carinho por ele ainda. Eu super indico pra você ver o filme primeiro e depois ler o livro, senão você vai ficar perdidinho. Se já viu o filme há algum tempo, faça igual eu, leia o livro e reveja o filme depois, vai ser uma experiência diferente! Donnie Darko é imperdível, não é considerado um clássico à toa, por isso digo que é necessário que você assista SIM!

Não vou comentar absolutamente nada do final, nem mesmo das controvérsias, pois pra mim até isso é um spoiler, mas se quiser comentar sua opinião fique super à vontade. Amo discutir sobre filmes, sempre aprendo algo, então é só chegar!

Como a própria introdução da Darkside diz: “O livro não é melhor que o filme. O livro é o filme!“. Então pegue uma pipoca, escolha qual vai ver primeiro e se prepare para ficar hipnotizado por algumas horas. Tenho certeza que você não irá se decepcionar!

Continue Reading

Resenha • Abominação por Gary Whitta

Quando soube do livro Abominação que a Darkside iria lançar, fiquei super curiosa, pois é o primeiro romance de Gary Whitta, o autor de “Star Wars: Rogue One”. Eu não sei vocês, mas quando assisti esse filme no cinema eu me apaixonei, saí da sala soluçando de tanto chorar! Então é claro que quando li o release meu coraçãozinho bateu um pouco mais forte, visto que já tinha adorado esse trabalho do autor. Admito que Vikings e Idade Média não são minha escolha #1 quando se trata de literatura ou de cinema {acho que cansei do hype, sabe?} mas quis sair da minha zona de conforto, já sabendo que um livro com referências Lovecraftianas não me desapontaria. E adivinhem só: eu estava certa!

O Kit Sangrento

Quando recebi esse pacote da Darkside quase morri do coração! Ao abrir encontrei uma caixa de metal com um desenho de um escaravelho meio destruído na tampa, e dentro dela havia um pôster e o livro, com um dos projetos gráficos mais legais que já vi. Junto ainda veio um escaravelho de plástico com rodinhas, perfeito pra assustar todo mundo aqui em casa {spoiler: minha mãe é que me assustou com ele}. Um detalhe que eu simplesmente AMEI foi o sangue espirrado nas bordas das páginas. Já imaginava que o livro teria muito sangue derramado, mas quando vi isso, fiquei mais empolgada ainda!

Sinopse

Inglaterra, 888 d. C. O Rei Alfredo, o Grande, batalhou por muito tempo contra os invasores nórdicos, e sente que o acordo de paz com os bárbaros será quebrado após a morte do rei dinamarquês. Cansado das desgraças que as batalhas trouxeram ao seu povo, decide dar ouvidos a Aethelred, arcebispo da Cantuária, que diz ter encontrado a solução da guerra de uma vez por todas. Graças ao estudo de velhos pergaminhos, Aethelred inicia experimentos com magia e transmutação, com resultados infinitamente mais perigosos que os próprios bárbaros. Cabe então à Sir Wulfric, um dos melhores amigos do Rei, a tarefa de acabar com os planos do arcebispo.

Gore e Ficção Histórica

Antes de mais nada, vou avisar vocês que o foco de Abominação não são os Vikings. Eles são o pano de fundo do início da narrativa, então não espere ler uma história dedicada inteiramente a eles quando começar esse livro.

O livro é dividido em duas partes: na primeira conhecemos um pouco da história de Alfredo e de Sir Wulfric e também como as ameaças nórdicas levaram o Rei a permitir o uso de magia antiga para a proteção do reino. Na segunda parte é mostrada a caça de uma das últimas criações macabras de Aethelred por Indra, uma paladina da ordem fundada por Sir Wulfric quinze anos antes.

Gostei muito do desenvolvimento dos personagens, o autor consegue transpor os anseios e preocupações de cada um detalhadamente, fazendo com que o leitor se apegue a eles. As cenas de combate são bem escritas, e o fato de ter uma cavaleira na história, algo peculiar para a época retratada, me fez gostar muito mais da narrativa. Ah, isso sem falar dos monstros, uma pequena referência às bestas criadas por Lovecraft, com sua insaciável sede de sangue e destruição. Aliás, já disse que o livro é recheado de sangue, e confesso que isso foi uma das coisas que mais me deixou empolgada. Que  não ama um bocado de sangue, não é mesmo?

Fiquei muito feliz por ter dado uma chance à essa leitura, pois acabei me interessando pelo tema medieval mais do que imaginava. Se você gosta de fantasia, monstros, Idade Média e gore, tenho certeza que vai adorar esse livro, assim como eu adorei.

O Poe gostou tanto do livro que quis aparecer no post também! Quantos comentários essa princesa merece? Diga pra ele o que achou da resenha, e se já leu o livro, me conte sua opinião! Adoro conhecer novos pontos de vista. ♥

Continue Reading

Sobre ser uma #GIRLBOSS

capa girlboss

“Go Ahead, Underestimate Me”

“Vá em frente, me subestime” – Essa frase define muito bem toda nossa geração de mulheres. A carreira de Sophia Amoruso, desde seu início tímido, passando por seu auge astronômico e sua recente falência, é um bom exemplo da nova geração de mulheres empreendedoras e a reação da mídia nesse processo. Com a estréia da série no Netflix e certas reações ao “fim” da carreira de Amoruso, senti a necessidade de desabafar meus 2cents sobre o assunto. Já faz um tempinho que li #GIRLBOSS {cheguei a comentar nesse post} e desde aquela época fiquei com ele na cabeça. Caso você não conheça o livro, aqui está um resumo:

#GIRLBOSS • 2014 • Sophia Amoruso • A fundadora da Nasty Gal conta sua trajetória de vida, de adolescente rebelde que furtava lojas e remexia lixo até CEO de uma loja virtual de mais de 100 milhões de dólares. Amoruso é divertida e mostra que pra sermos bem-sucedidas temos que confiar em nossos instintos e seguir a nossa intuição.

Quando terminei o livro, me encantei pela paixão de Amoruso pela sua carreira, e achei incrivelmente inspirador para garotas jovens que aspiram sucesso profissional mas ainda estão meio perdidas {oi, prazer}. Claro que já conhecia a Nasty Gal, por isso adorei saber que a CEO milionária dessa loja incrível foi uma jovem tão sem rumo quanto eu. Dá uma pontadinha de esperança, não é mesmo?

Podemos dividir o livro em duas partes, que vão se intercalando: a primeira sendo a biografia louca de Amoruso e, a segunda, seus conselhos profissionais – e, pessoalmente, adorei as duas.  A rebeldia da autora me fez relembrar minha adolescência, por isso acabei me identificando muito com sua história, e seus conselhos me dão forças pra continuar focando na minha intuição e buscando aprimorar o que sou boa em fazer.

O livro é bem leve e divertido, gosto muito do jeito que a autora se expressa. Em cada capítulo ela descreve suas experiências e mostra como foi tomando conta das situações. Algumas das frases de efeito presentes no livro são:

  • Uma #GIRLBOSS sabe quando dar o soco e como receber o golpe
  • Todas as ações são criativas
  • O caminho reto e estreito não é o único para se chegar ao sucesso
  • O dinheiro fica melhor no banco do que nos seus pés
  • Aposte em si mesma

Esses são apenas alguns dos conselhos de Amoruso – e todos eles merecem ser levados em consideração. Esse livro é indispensável para todas mulheres que são #GIRLBOSS, mesmo que ainda estejam se adaptando à essa idéia ou que nem saibam que são ainda.

“Eu nunca sonhei com o sucesso. Trabalhei por ele.” Estée Lauder

Agora, sobre a declaração de falência: eu não sou perita em economia (pra falar a verdade a única DP que peguei até hoje foi Administração, pra vocês verem como sou péssima no assunto) por isso não entrarei em méritos técnicos, mas o que me deixou chateada foi o tom que a mídia usou ao falar sobre o assunto. Como é 2017 e ninguém aqui vive numa bolha – sim, estou falando sobre Feminismo – nem preciso comentar que as matérias seriam completamente diferentes caso Sophia fosse do sexo masculino. A opinião da mídia conservadora em relação à sua capacidade administrativa já é negativa pelo fato dela ser uma Millennial e são agravadas ainda mais simplesmente por ela ser mulher.

Por exemplo, olhe o print dessa matéria que Amoruso postou em sua conta de Instagram:

Once you've been slaughtered, it just becomes fun. Afterlife = 👌

A post shared by Sophia Amoruso (@sophiaamoruso) on

O fracasso da Nasty Gal prova que Millennials não estão prontos para liderar?” questiona a manchete. Amoruso reage comentando “uma vez que você foi massacrada, é só diversão“.

A “grande mídia” busca sempre demonizar a geração Millennial {aqueles que nasceram nos anos 80 e 90}, chamando-a de preguiçosa e mimada, e ataca constantemente as vitórias obtidas por seus “membros”, especialmente quando são mulheres. Cheguei a ver um portal que enfatizou que a fundadora da Nasty Gal tinha lágrimas nos olhos ao falar de sua renúncia, fato que provavelmente não seria noticiado caso ela fosse homem {esse é apenas um exemplo bobo que peguei logo na primeira notícia sobre o assunto}. Amoruso construiu um império do nada, em um tempo impressionante, sem uma graduação {ao contrário de grande parte de outros CEOs} e mesmo assim é alvo de dúvidas e chacotas pelos meios de comunicação.

“Por que se adaptar quando você nasceu para de destacar?” Dr. Seuss

Ver constantemente esse tipo de atitude me faz ter vontade de gritar aos quatro ventos: “Hey! Vocês aí! Estão vendo essa mulherada toda sendo incrível? Foi mal, mas o futuro vai ser delas”. Na verdade, vou ficar aqui no meu cantinho mesmo, cuidando das minhas coisinhas e tomando meu chá verde, enquanto vejo minhas amigas e todas essas mulheres incríveis dominando o mundo.

Como assim, dominar o mundo? Simples. Apoie os negócios das suas amigas. Comprem das artistas que vocês admiram. Procure por profissionais mulheres. Você vai criar uma rede linda de #GIRLBOSSES, que assim como você, são apaixonadas pelo que fazem e merecem reconhecimento pelo seu trabalho. Ninguém cresce sozinho. 🌸

Grupos legais pra mulheres empreendedoras: Compro De Quem Faz Das MinasCompro De Quem Faz Das Minas – Sampa. Lá tem todo tipo de serviço e você pode até anunciar seu negócio. Ah, e o site oficial da #GIRLBOSS tem vários artigos {em inglês} com pautas super interessantes, recomendo também.

E a série da Netflix?

Sobre a série: ainda não vi. Ops! Não sei qual é o tom dela {já vi gente reclamando que a Sophia parece uma adolescente mimada} então não vou comentar sobre isso. A série tem treze episódios e a única certeza que tenho é que a trilha sonora está imperdível {colocar “TKO” do Le Tigre é mancada com a minha pessoa}.  Com uma história como a de Amoruso não tem como a série não ser – no mínimo – divertida. Só sei que estou louca pra descobrir!

E você, já conhecia o livro? Já assistiu a série? Tem um negócio próprio e quer se promover nos comentários? Fique à vontade, a casa é sua. 🖤

Continue Reading