Resenha • Noturno por Scott Sigler

Imagine acordar e descobrir que um dos seus sonhos mais bizarros pode ser real? E o que fazer quando esses sonhos começam a se tornar realidade com o aparecimento de cadáveres espalhados pela cidade? Nesse livro de Scott Sigler trazido ao Brasil especialmente pela Darkside Books, ação e fantasia se juntam nas sombras de San Francisco.

Sinopse

Bryan Clauser é um detetive de homicídios de San Francisco e, juntamente com seu parceiro Pookie Chang e sua ex-namorada Robin, começa a investigar os brutais assassinatos que estão ocorrendo na cidade. O único porém é que Bryan consegue ver os assassinatos no momento em que são cometidos – seria ele o assassino? Quanto mais o detetive busca provar sua inocência, mais fundo ele se envolve na história da cidade, que inclui conspirações dentro da própria polícia, criaturas monstruosas e um culto secreto que existe desde a fundação de San Francisco.

Existe uma cidade viva e faminta nas sombras — e ela pode colocar todo o mundo em risco.

Sonhos Agradáveis

Para o caso de não conseguir fechar os olhos durante a noite após ler o livro, a Caveirinha enviou uma máscara de dormir nesse kit monstruoso. A qualidade dos livros da Darkside a gente já conhece: fitilho vermelho, capa dura com um design impecável e com um mapa da ferrovia de San Francisco estampando as folhas de guarda.

Noturno é dividido em capítulos curtos, mostrando histórias simultâneas, então a leitura acaba sendo bem dinâmica. É o tipo de livro que você devora só pra chegar logo no capítulo seguinte!

Sanguinário

Uma das coisas que gostei em Noturno foi que Sigler busca referências científicas para explicar a existência das criaturas subterrâneas, que são pesquisadas pela adorável personagem Robin. Mesmo sendo um livro de fantasia, graças à esse “realismo” os monstros acabam combinando bastante com o tom policial do restante da obra.

Gostei muito de ver também que além do tradicionais “detetives protagonistas” – o herói com crise de identidade e seu parceiro fiel e sempre pronto para soltar uma piada – temos diversos personagens bem construídos dentro desse círculo de trabalho, como a Delegada Zou, o Sr. Burns Negro e o time de legistas formado por Robin e seu chefe Dr. Metz.

A parte psicológica dos personagens sempre chama minha atenção, e aqui temos extremos: Bryan está à beira de um surto psicótico e a um passo de abraçar o seu lado mais sombrio e sanguinário; Pookie é um parceiro fiel mas que suspeita que seu parceiro seja um assassino; já o Sr. Burns Negro é um ex-policial que devido à uma crise de stress pós-traumático não consegue mais sair às ruas. Estas são apenas algumas das facetas exploradas no livro, e a junção desses elementos resulta numa história que analisa os aspectos mais intensos da psique humana.

Admito que fantasia não é meu forte, mas literatura policial domina meu coração e Noturno junta as duas de um jeito único. No meio do livro já queria matar metade das pessoas, me sentia a melhor amiga das outras, enfim, adorei a construção dos personagens e isso fez a leitura fluir muito melhor.

Noturno é um livro para ser devorado em um piscar de olhos. Vai enfrentar?

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