Instax Mini Hello Kitty

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Na semana passado o Rômulo {meu namorado incrível} disse que comprou uma ‘coisinha’ que achou a minha cara. Ontem ele me entregou uma caixa embrulhada em papel de presente preto com um laço rosa {até isso era lindo!} e eu, sem ter a mínima noção do que poderia ser, abri, e quando vi o que era quase caí pra trás: uma Instax Mini Hello Kitty. Cor de rosa. Com lacinho. Fiquei alucinada, por que não mencionei nada sobre isso para ele! Esta câmera era meu desejo secreto, que achei que nunca fosse ter por razõe$, mas que graças ao meu namorado maravilhoso foi realizado.

O conteúdo da caixa, além da Instax Mini, era: uma alça cor de rosa, duas pilhas alcalinas AA, uma cartela de adesivos, uma lente close-up, um pack com dez filmes decorados e o manual de instruções. Como não mexia numa câmera analógica desde os tempos de faculdade e nunca nem mexi numa instantânea, fiquei louca para testar e sair tirando fotos de tudo. Dei uma lida no manual e já fui ajeitando ela corretamente.

Instax Mini Hello Kitty 3Instax Mini desligada. As fotos saem pela abertura superior.

Ela funciona com duas pilhas AA, que duram cerca de 100 cliques; depois de inseri-las, abri a caixa do “filme”. Os filmes vem dentro de um pack preto, e é super fácil encaixá-lo na câmera; cada pack possui dez filmes, ou seja, cada pack vai te dar dez fotos. Prontinho, agora ela está pronta para o uso!

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As pilhas ficam à esquerda e o pack deve ser inserido na abertura do meio.

A própria câmera determina qual o tipo de iluminação usar; ela não possui muitos recursos e por isso mesmo é muito fácil de ser usada. Para ligá-la basta apertar o botão POWER, que fica ao lado da lente. Quando esta estiver aberta, o fotômetro fará uma leitura da luz do ambiente e indicará, através do led laranja, qual o modo recomendado {estes são: ambientes internos, tempo nublado, com pouco sol, com muito sol e Hi-Key}, então é só girar a lente até que a bolinha esteja no ajuste correto. O Hi-Key é indicado para ambientes escuros, pois irá aumentar a luminosidade da foto. Ah, e o flash é automático!

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Instax Mini ligada. O led aqui indica que o modo a ser utilizado é o de ambientes internos.

Ela não é boa para fotos macro, a distância recomendada para fotos é de no mínimo 60cm. Esta versão da Instax já vem com uma lente close-up, indicada para imagens a partir de 35cm de distância {hello selfies!}. Falando nisso, diferentemente dos outros modelos da Fuji, esta câmera já vem com um espelhinho do lado da lente para facilitar na hora da selfie.

Na hora de tirar a foto, tenha em mente que o enquadramento tem um pequeno desvio, então quando for tirar uma foto aponte o centro do visor para cima e para a direita. O nome disso é “erro de paralaxe”, e ocorre pois o visor fica mais para cima e à esquerda de onde a imagem será captada.

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O visor possui um círculo para facilitar a centralização.

Depois de tudo ajustado, é hora de tirar as fotos! Para capturar a imagem, aperte o botão que fica logo abaixo do visor, e a câmera imediatamente ejetará a foto pela parte superior; ela sairá completamente branca, mas em cerca de dez segundos a imagem começa a ser revelada {em aproximadamente três minutos ela estará pronta}. Caso tenha acabado de trocar o pack, lembre-se que o primeiro click vai ejetar a folha de proteção, então não se assuste com a folha inteiramente preta – descarte e se prepare para tirar fotos mágicas!

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Algumas fotos que tirei. O Poe é meu modelo favorito!

Como estava falando com meu namorado, as fotos tiradas com essa câmera são especiais pois são únicas, espontâneas, capturam o momento com todas as imperfeições que ele pode ter e foram feitas para serem guardadas para sempre. Por exemplo, na foto do meio podemos perceber que o Poe virou a cabeça bem na hora do click, e isso vai me fazer lembrar para sempre que ele é um chatinho que não me obedece – e é justamente por isso que essa foto é maravilhosa. Nem tudo na vida é “Instagram-perfect” e é exatamente por isso que as fotos instantâneas são tão incríveis .

As fotos tem o tamanho de um cartão de crédito, por isso são ótimas para presentear os amigos e guardar na carteira. O primeiro pack de filmes que coloquei na câmera é esse decoradinho da Hello Kitty, que veio com a câmera. E bom, pelas fotos deu pra perceber que ainda estou aprendendo a controlar a luz e o enquadramento, né?

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Adesivos fofos, eu tô morta com essa ilustração da câmera.

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Claro que os amantes da fotografia também podem experimentar com essas fotos! Nas aulas de fotografia da Santa Marcelina costumávamos brincar bastante na hora da revelação, fazendo processo cruzado, dupla exposição e intervenções com objetos na hora da exposição. Buscando idéias de intervenções fotográficas dei de cara com as bem básicas, como colocar filtros coloridos na lente ou no flash para resultados com cores únicas, até algumas mais complexas, como essa técnica de dupla exposição que vi na Lomogracinha {que estou morrendo de vontade de fazer mas ao mesmo tempo receosa de estragar meu bebêzinho novo}.

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Qual a minha opinião final? A Instax Mini Hello Kitty é apaixonante! Além de linda {sério, eu quero deixar ela exposta numa prateleira de tão maravilhosa!} vai me ajudar a capturar para sempre momentos deliciosos com as pessoas que mais amo. Simples, sem muitos recursos técnicos, prática de usar e perfeita para gravar memórias fáceis de guardar – é isso que ela propõe e é exatamente isso que ela faz.
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Não posso deixar de agradecer novamente ao Rômulo a.k.a. namorado, melhor amigo, soulmate. Eu agradeço todos os dias por ter encontrado você. Obrigada por me apoiar em tudo. Te amo. ♡

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O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares

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O primeiro contato que tive com esse livro foi por meio de uma fotografia que vi na internet; nela, uma garotinha encontrava-se sozinha, parada na beira de um lago, e no reflexo na água havia não uma, mas duas crianças. Minha primeira reação foi pensar “COMO ASSIM eu nunca vi essa foto antes?”. Minha surpresa não foi injustificada: eu amo fotografias vintage e histórias de terror, e justamente por isso estou acostumada a ver sempre as mesmas imagens há anos e anos, acompanhadas de alguma história ‘aterrorizante’. Mas ver uma imagem tão bem feita despertou minha curiosidade; foi então que descobri que era parte do livro “O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares”.

Gente, olha essa capa. Orfanato, crianças peculiares e fotografias bizarras? Eu tive que comprar esse livro imediatamente, pois pensei que leria uma história fofinha de terror, do jeito que eu gosto. Eu odeio qualquer tipo de spoiler, e para mim até resenhas são spoilers, então quando comecei a ler não tinha a menor idéia sobre o que seria a história.

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Terror e suspense? Hum, acho que não. Qual não foi minha surpresa ao perceber nas primeiras páginas que o livro não era sobre nada disso? Ele é, na realidade, uma fantasia para o público pré adolescente, que realmente não é meu tipo favorito de literatura desde que, ahm, não sou mais adolescente. Enfim, mea culpa, eu que evitei saber sobre o livro e acabei tendo essa surpresa, por isso continuei a ler o livro sem mais empecilhos. Aliás, minto. Faltando pouquíssimas páginas para acabar fui ficando desesperada pois não seria possível dar um desfecho bom para a história, foi então que percebi que caí em outra armadilha: “Merda. Estou lendo uma trilogia!” – que não seria ruim se eu tivesse amado o livro, mas não foi o caso. Não que o livro não seja bom, mas ele não é meu estilo, e só de pensar que terei que ler mais dois para a conclusão da narrativa eu fico levemente angustiada. A história? Bom, vocês já perceberam que eu sou contra resenhas, então vou simplificar do meu jeito.

Jacob, quando criança, adorava ouvir as histórias de seu avô sobre o orfanato onde foi criado e as crianças peculiares que lá habitavam. Quando este morre, Jacob, já adolescente, vai atrás do orfanato, buscando respostas sobre a vida do avô.

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As fotografias são utilizadas ao longo do livro para ilustrar as crianças e alguns fatos descritos, e são de longe minha parte favorita. Imagine qual foi minha surpresa ao ler o seguinte disclaimer do autor, no fim do livro:

“Todas as imagens desse livro são fotografias antigas autênticas e, com exceção de algumas que passaram por leve tratamento, não foram alteradas. Elas foram emprestadas de arquivos pessoais de dez colecionadores, pessoas que passaram anos e horas incontáveis revirando caixas gigantes de retratos de todos os tipos em brechós, feiras de antiguidade e vendas de garagem para encontrar umas poucas fotos transcendentes, resgatando imagens de significado histórico e extraindo beleza da obscuridade – e, muito provavelmente, do lixo. Sua obra é um trabalho de amor sem glamour e acho que eles são heróis anônimos do mundo da fotografia.”

Imagine minha alegria ao saber que a melhor parte do livro é real! Não sei quais foram as alterações que fizeram nas fotos, mas eu não me importo, pois todas são fantásticas {devo admitir que imaginar o real contexto de cada fotografia me animou muito mais do que a própria narrativa}. Eu realmente achei as imagens incrivelmente realistas para serem atuais, pois acho muito difícil captar totalmente essa essência pitoresca sem ter um resultado forçado. Depois, procurando mais informações, descobri que inicialmente a idéia do livro era fazer uma história visual a partir de fotos antigas e exóticas, mas o autor decidiu criar uma narrativa e utilizar as fotos para ilustrá-la.

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 Para quem se interessou pelo livro, tenho uma boa notícia: Tim Burton está dirigindo a versão cinematográfica que deve sair em dezembro desse ano. O próprio diretor comentou: “Vocês tem certeza de que não fui eu quem escreveu esse livro? Parece algo que eu teria feito…”. Realmente, a narrativa tem muito do universo dele, e por isso temos a certeza de que o resultado será muito interessante.

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Birth

Birth; ten photographs set.
Analog photography {Black & white Negative Processing, Sun-Printing, Multiple Exposure}.
Marcela Suhr Dake & Marina Satie, 2010.

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