Resenha • Abominação por Gary Whitta

Quando soube do livro Abominação que a Darkside iria lançar, fiquei super curiosa, pois é o primeiro romance de Gary Whitta, o autor de “Star Wars: Rogue One”. Eu não sei vocês, mas quando assisti esse filme no cinema eu me apaixonei, saí da sala soluçando de tanto chorar! Então é claro que quando li o release meu coraçãozinho bateu um pouco mais forte, visto que já tinha adorado esse trabalho do autor. Admito que Vikings e Idade Média não são minha escolha #1 quando se trata de literatura ou de cinema {acho que cansei do hype, sabe?} mas quis sair da minha zona de conforto, já sabendo que um livro com referências Lovecraftianas não me desapontaria. E adivinhem só: eu estava certa!

O Kit Sangrento

Quando recebi esse pacote da Darkside quase morri do coração! Ao abrir encontrei uma caixa de metal com um desenho de um escaravelho meio destruído na tampa, e dentro dela havia um pôster e o livro, com um dos projetos gráficos mais legais que já vi. Junto ainda veio um escaravelho de plástico com rodinhas, perfeito pra assustar todo mundo aqui em casa {spoiler: minha mãe é que me assustou com ele}. Um detalhe que eu simplesmente AMEI foi o sangue espirrado nas bordas das páginas. Já imaginava que o livro teria muito sangue derramado, mas quando vi isso, fiquei mais empolgada ainda!

Sinopse

Inglaterra, 888 d. C. O Rei Alfredo, o Grande, batalhou por muito tempo contra os invasores nórdicos, e sente que o acordo de paz com os bárbaros será quebrado após a morte do rei dinamarquês. Cansado das desgraças que as batalhas trouxeram ao seu povo, decide dar ouvidos a Aethelred, arcebispo da Cantuária, que diz ter encontrado a solução da guerra de uma vez por todas. Graças ao estudo de velhos pergaminhos, Aethelred inicia experimentos com magia e transmutação, com resultados infinitamente mais perigosos que os próprios bárbaros. Cabe então à Sir Wulfric, um dos melhores amigos do Rei, a tarefa de acabar com os planos do arcebispo.

Gore e Ficção Histórica

Antes de mais nada, vou avisar vocês que o foco de Abominação não são os Vikings. Eles são o pano de fundo do início da narrativa, então não espere ler uma história dedicada inteiramente a eles quando começar esse livro.

O livro é dividido em duas partes: na primeira conhecemos um pouco da história de Alfredo e de Sir Wulfric e também como as ameaças nórdicas levaram o Rei a permitir o uso de magia antiga para a proteção do reino. Na segunda parte é mostrada a caça de uma das últimas criações macabras de Aethelred por Indra, uma paladina da ordem fundada por Sir Wulfric quinze anos antes.

Gostei muito do desenvolvimento dos personagens, o autor consegue transpor os anseios e preocupações de cada um detalhadamente, fazendo com que o leitor se apegue a eles. As cenas de combate são bem escritas, e o fato de ter uma cavaleira na história, algo peculiar para a época retratada, me fez gostar muito mais da narrativa. Ah, isso sem falar dos monstros, uma pequena referência às bestas criadas por Lovecraft, com sua insaciável sede de sangue e destruição. Aliás, já disse que o livro é recheado de sangue, e confesso que isso foi uma das coisas que mais me deixou empolgada. Que  não ama um bocado de sangue, não é mesmo?

Fiquei muito feliz por ter dado uma chance à essa leitura, pois acabei me interessando pelo tema medieval mais do que imaginava. Se você gosta de fantasia, monstros, Idade Média e gore, tenho certeza que vai adorar esse livro, assim como eu adorei.

O Poe gostou tanto do livro que quis aparecer no post também! Quantos comentários essa princesa merece? Diga pra ele o que achou da resenha, e se já leu o livro, me conte sua opinião! Adoro conhecer novos pontos de vista. ♥

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Três livros que mudaram minha vida

Esse mês o Rotaroots propôs que indicássemos três livros que mudaram nossa vida, e assim que vi que este seria o tema fiquei super ansiosa para escrever esse post! Mas aí veio um choque: que livros eu iria escolher? São tantos livros especiais na minha vida que fiquei perdida, confesso. Mas depois de uns dias matutando um pouquinho, percebi que esses três diziam muito sobre mim.

The Bell Jar • Sylvia Plath

“A batida do meu coração retumbou como um tambor na minha cabeça. Eu sou, eu sou, eu sou.”

Esther Greenwood, uma brilhante, linda e talentosa escritora, ganha uma bolsa de um mês para estudar em New York, mas ao contrário de suas colegas, não se interessa por nada. É aí que começa a luta da personagem principal contra a depressão, até sua crise final.

“A Redoma de Vidro” é de longe o livro mais impactante da minha vida; o livro é quase uma auto biografia e na vida real, Plath suicidou-se um mês após o livro ser lançado. É um livro extremamente triggering e forte, então não recomendo que seja lido caso você esteja em uma fase difícil.

Menschen im Hotel • Vicki Baum

“Pessoas entram. Pessoas saem. Nunca acontece nada aqui.”

“Grande Hotel” é um livro da Alemanha pós-guerra, que também foi adaptado para o cinema com as atrizes Greta Garbo e Joan Crawford. O Grande Hotel é o mais luxuoso hotel de Berlim, onde ao contrário do que a frase inicial nos diz, tudo acontece. Um aristocrata arruinado, um magnata sem escrúpulos, uma bailarina decadente, uma secretária intriguista e um funcionário do hotel envolvem-se em encontros, desencontros e paixões avassaladoras.

Gostei muito desse livro pois ele mostra que todos estamos conectados, de uma forma que nem imaginamos, e que nossas ações afetam todo um meio. Li ele durante uma viagem ao Sul e fiquei estupefata com o desenrolar das situações. Vale a pena tanto a leitura do livro como o filme, que tem o roteiro pela própria escritora.

The Dreams in the Witch House • H. P. Lovecraft

“Se os sonhos ocasionaram a febre ou se a febre ocasionou os sonhos, Walter Gilman não sabia.”

Walter Gilman faz estudos científicos no sótão de uma velha casa, que foi moradia da bruxa Kezian Mason, e hoje é considerada amaldiçoada. De noite, é vítima de intensos pesadelos, onde é levado para um abismo fantástico e para outras dimensões; também nos sonhos é visitado pela a bruxa e sua criatura Parducho.
“Os Sonhos na Casa das Bruxas” não é um livro, mas sim um conto. Foi a primeira vez que me arrepiei de medo lendo algo na minha vida, e fiquei encantada com o fato de sentir isso com um livro, apenas criando imagens na minha mente. Lovecraft é um dos meus escritores favoritos e não poderia faltar nesse post.

Fiz essa lista com um aperto no coração, e agora que acabei percebi como é difícil escolher apenas três. Onde está meu amor, Fitzgerald? E Goethe? Poe? Enfim, vocês já conheciam algum desses livros? E quais vocês escolheriam?

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