Twin Peaks: The Birthday Lodge

Esse ano decidi montar uma surpresa inspirada em Twin Peaks pro meu noivo. Fiquei meses pensando em coisas legais pra fazer, tive ajuda de vários amigos e gostei muito do resultado final, por isso decidi compartilhar tudo com vocês. Quer saber o que eu fiz? Vamos lá!

Presentes com tema?

Confesso que andei meio afastada daqui e um dos motivos é que nesses últimos tempos fiquei planejando e confeccionando essa surpresinha de aniversário pro Rômulo. Eu adoro aniversários {ele inclusive quer me matar quando eu falo do meu “mês de aniversário” com comemorações por várias semanas, por que ele detesta comemorar essa data} e amo de coração montar os presentes pra ele. Já que nossos gostos são super parecidos e somos mega obcecados com o que gostamos, então sei que ele se empolga tanto quanto eu com o resultado final, por isso acabo me empenhando tanto.

Ano passado, por exemplo, montei uma mala de viagem com vários props inspirados em LOST, incluindo uma passagem para o vôo da Oceanic 815, tag pra bagagem, garrafa com uma mensagem dentro, uma lista de Greatest Hits, o bilhete de loteria do Hurley… isso tudo pra complementar o presente principal, claro, que estava escondido no fundo da mala.

Me diverti tanto fazendo essa surpresa que esse ano decidi fazer mais um presente temático, e o tema escolhido não poderia ser nenhum além de… Twin Peaks!

Brainstorming

Já disse no outro post que eu e o Rômulo nos conhecemos por causa dessa série maravilhosa do David Lynch, e com o retorno da terceira temporada esse ano não podia deixar passar essa chance de jeito nenhum! Estamos amando essa temporada nova e toda segunda feira à noite grudamos na televisão pra assistir um episódio inédito juntos.

A minha queridíssima Aline {pouco obcecada por Twin Peaks ela} também deu ótimas idéias – “faz um cartaz de Miss Twin Peaks com a cara do Rô!” – e outras que também acabei não conseguindo fazer mas seriam incríveis, tipo achar coelhinhos de chocolate em julho. Damn, chocolate bunnies!

Algumas outras das idéias iniciais acabaram não dando certo, por exemplo: encontrar a quantidade de cerejas frescas que eu precisaria pra fazer uma cherry pie deliciosa nessa época do ano é bem difícil {e caro!} e um gravador de mão ou até mesmo um walkman foi impossível de encontrar nos sebos da vida. Até ganhei um gravador de um amigo, mas não estava funcionando e deixei com outra pessoa para arrumar, mas não consegui entrar em contato com a pessoa novamente até hoje, por isso acabou nem rolando.

O Dia da Surpresa

No aniversário dele já estava tudo pronto, eu só precisava organizar tudo, comprar os donuts {yum!} e fazer o café. Queria que quando ele entrasse em casa já sentisse o aroma do café e ouvisse o tema de Twin Peaks tocando ao fundo – queria dar pra ele uma experiência completa, senão qual a graça?

Montei tudo num cantinho da sala, apaguei as luzes e pronto: The Birthday Lodge estava criado! {PS: O nome foi idéia dele, já que criei todo um ‘ambiente’ para a surpresa}

Quando ele ouviu a música tocando e  sentiu o cheiro de café ele já sentiu que tinha algo estranho, e quando acendeu as luzes ficou super feliz com a surpresa! O sorriso dele e os comentários engraçadinhos abrindo cada bilhete e pacote foram as coisas mais lindas que já vi na vida. A reação dele fez valer a pena todo o trabalho que tive nessas semanas que passaram.

Vou mostrar agora todos os presentinhos. Quem é fã de Twin Peaks vai se deliciar, só digo isso. ♥

 

Have you seen this man?

Cartaz amassado propositalmente, tá?

 

Doughnut Disturb

Plaquinha igual a que o Hawk coloca na porta na Parte 3 de Twin Peaks: The Return. Peguei aqui no Welcome To Twin Peaks.

 

Dreamy

Ele adorou esse cartaz! Quis até os US$2000, já que ele é a Miss Twin Peaks. Infelizmente os dólares não faziam parte do presente.

 

THE/OWLS/ARE/NOT/WHAT/THEY/SEEM

 

FIRE WALK WITH ME

A parte mais maravilhosa do presente, na minha humilde opinião. Segundo o Rômulo, ver o rosto dele no corpo da Laura Palmer foi “pior que um pesadelo”. Fico feliz por ter proporcionado isso à ele, HAHA.

 

The Key To My Heart

Fiz esse chaveiro inteirinho a mão. Meu amigo cortou o pedaço em madeira e eu fiz o furo, lixei e dei o acabamento. Pintei a base com tinta de tecido mesmo, usei um pincel fininho pra pintar as letras e com a caneta nanquim contornei tudo. Para a parte de metal eu juntei vários pedaços da corrente de outros chaveiros pra criar uma corrente mais bonitinha e resistente. Amei o resultado final; enquanto fazia ele tive mil problemas, mas ver ele pronto assim fez valer a pena todo o sufoco que passei.

 

Menu

O presente real oficial era uma máquina de macarrão, então pra mesclar ele com o tema criei esse “Menu”, unindo referências de Twin Peaks à paixão do Rômulo por Gastronomia e Cinema.

E esse é o presentinho que eu dei! A Atlas 150 é uma máquina de macarrão da marca italiana Marcato e faz três tipos de massa: Lasagne, Taglierini e Fettuccine. Já estreamos ela e adoramos o resultado, facilita muito na hora de abrir e cortar o macarrão. Tenho sorte de ser mimadinha e ter um noivo que ama cozinhar para mim; tudo o que ele faz fica incrível! Já estou prevendo que essa máquina vai ser muito aproveitada por nós dois. Quando abriu a máquina o Rômulo até brincou que o “M” da Marcato parece com as duas montanhas de Twin Peaks {tá vendo, a gente é muito soulmate mesmo haha}.

 

Doughnuts & Damn Fine Coffee!

Nunca tinha experimentado os dois juntos, mas donuts com café é uma dádiva dos céus! Se nunca experimentaram, aconselho fortemente. Agora entendo por que os policiais de Twin Peaks tinham aquela mesa gigantesca de donuts. ♥

 

Sobre Presentes Memoráveis

Espero que esse post inspire quem também adora fazer esse tipo de surpresas {não que o tema precise ser Twin Peaks, obviamente}. Você pode fazer da série, filme ou livro preferido da pessoa, sempre pensando em lembranças que não envolvam tanto dinheiro, mas que tenham mais um trabalho manual e valor sentimental. Uma coisinha simples mas feita com amor é um presente bem melhor que uma coisa cara e genérica, não é mesmo? ♥

O que acharam da minha surpresa? Vocês também amam Twin Peaks? Quero saber o que outros fãs acharam desse presente!

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Resenha • Donnie Darko por Richard Kelly

Quando peguei o livro do Donnie Darko em mãos, a primeira coisa que pensei foi: “será que finalmente vou entender esse filme?“. Não me entenda mal caso não conheça essa obra, mas “o que foi que eu acabei de ver?” é a pergunta que todo mundo faz ao final dele – e essa é justamente uma das razões do sucesso desse clássico cult. Venha ver o que tem nesse volume lindo da Darkside Books e se apaixone por essa história também!

Essa edição de Donnie Darko da Darkside Books é simplesmente maravilhosa: tem capa dura com um design gráfico lindo, marcador de fita de cetim azul e um marcador em formato de avião da Caveirinha.

No prefácio escrito pelo Jake Gyllenhaal ele comenta brevemente sobre o impacto do filme e as experiências que ele teve e ainda tem quando alguém chega pra ele querendo discutir sobre o que o filme trata. Quer saber o que ele responde quando perguntam a teoria dele? Bom, isso eu não posso responder, você vai ter que ler pra descobrir. 💙

A entrevista com o Richard Kelly é simplesmente deliciosa. Não tinha a menor idéia dos percalços que uma produção {atualmente} tão famosa quanto Donnie Darko passou para ser produzida e levada a sério. Saber os detalhes da produção da boca do próprio diretor foi bem interessante e me fez dar bem mais valor ao resultado final.

Sabiam que a Drew Barrymore adorou o roteiro e quis produzir e participar do filme? Bem, eu não sabia. E foi só quando souberam que ela participaria que nomes grandes começaram a se interessar pela obra. E adivinhem, esse mesmo roteiro que ela leu está todinho aqui no livro, pra você ler também!

Sobre o Roteiro

Mesmo amando cinema eu nunca tive muito interesse em ler roteiros, mesmo porque achava abstrato demais. Até este livro, nunca tinha lido nenhum roteiro, e que ironia ter escolhido bem Donnie Darko, não é?

Já vi o filme algumas vezes, mas a última deve ter sido há pelo menos oito anos atrás, então eu não lembrava exatamente de todos os detalhes. No começo do livro já somos avisados pra assistir o filme antes de começar o livro; como já tinha visto, mesmo que há muito tempo, decidi ler tudo primeiro para ter uma experiência completamente diferente das anteriores.

Esse roteiro é a última versão {ou “tratamento”} do diretor, então é o mesmo material que toda a equipe e o elenco teve para se preparar para a gravação. Achei isso super interessante, pois imaginei a loucura que deve ser criar toda uma narrativa visual baseada nas breves descrições do roteiro, mesmo que os diálogos todos estejam praticamente ali. Mesmo com o filme já um pouco apagado da minha mente, ao ler cada linha as cenas apareciam claramente na minha cabeça, como se tivesse assistido há poucos dias e não há quase uma década, então a leitura dele acabou sendo super fácil.

No final também tem “A Filosofia da Viagem no Tempo”, o livro que é citado no filme. Não vou dar mais detalhes sobre ele, pois spoiler né, mas adorei ler ele na íntegra, parece que fazemos parte do mesmo Universo louco do filme.

O Filme Que Explodiu

Na edição acabaram cortando algumas coisinhas, obviamente, mas esse roteiro está bem próximo do resultado final. Assistir o filme depois acabou sendo uma experiência mais completa e até mais emocional, especialmente sabendo de todos os problemas enfrentados na gravação e divulgação do filme. Fiquei muito triste quando fui procurar mais sobre o Richard Kelly e descobri que ele simplesmente sumiu do cinema; ele fez algumas produções que foram muito criticadas e não produz nada desde 2009. Como algumas pessoas dizem, ele foi amaldiçoado ao fazer de seu primeiro filme uma obra prima e infelizmente não conseguiu superá-lo, como muitas vezes acontece em Hollywood.

Ah, outra coisa incrível do filme é a trilha sonora! Se você, assim como eu, é mega saudosista e nostálgico, vai amar saber que a trilha tem nomes queridíssimos como Echo & The Bunnymen, Joy Division, Tears for Fears, Duran Duran, INXS entre outros – sim, tudo isso por que a história é todinha ambientada nos anos 80. Não tem como não amar, né?

Minha Experiência com o Livro

Eu já adorava o filme mas esse livro me fez ter mais carinho por ele ainda. Eu super indico pra você ver o filme primeiro e depois ler o livro, senão você vai ficar perdidinho. Se já viu o filme há algum tempo, faça igual eu, leia o livro e reveja o filme depois, vai ser uma experiência diferente! Donnie Darko é imperdível, não é considerado um clássico à toa, por isso digo que é necessário que você assista SIM!

Não vou comentar absolutamente nada do final, nem mesmo das controvérsias, pois pra mim até isso é um spoiler, mas se quiser comentar sua opinião fique super à vontade. Amo discutir sobre filmes, sempre aprendo algo, então é só chegar!

Como a própria introdução da Darkside diz: “O livro não é melhor que o filme. O livro é o filme!“. Então pegue uma pipoca, escolha qual vai ver primeiro e se prepare para ficar hipnotizado por algumas horas. Tenho certeza que você não irá se decepcionar!

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Sobre ser uma #GIRLBOSS

capa girlboss

“Go Ahead, Underestimate Me”

“Vá em frente, me subestime” – Essa frase define muito bem toda nossa geração de mulheres. A carreira de Sophia Amoruso, desde seu início tímido, passando por seu auge astronômico e sua recente falência, é um bom exemplo da nova geração de mulheres empreendedoras e a reação da mídia nesse processo. Com a estréia da série no Netflix e certas reações ao “fim” da carreira de Amoruso, senti a necessidade de desabafar meus 2cents sobre o assunto. Já faz um tempinho que li #GIRLBOSS {cheguei a comentar nesse post} e desde aquela época fiquei com ele na cabeça. Caso você não conheça o livro, aqui está um resumo:

#GIRLBOSS • 2014 • Sophia Amoruso • A fundadora da Nasty Gal conta sua trajetória de vida, de adolescente rebelde que furtava lojas e remexia lixo até CEO de uma loja virtual de mais de 100 milhões de dólares. Amoruso é divertida e mostra que pra sermos bem-sucedidas temos que confiar em nossos instintos e seguir a nossa intuição.

Quando terminei o livro, me encantei pela paixão de Amoruso pela sua carreira, e achei incrivelmente inspirador para garotas jovens que aspiram sucesso profissional mas ainda estão meio perdidas {oi, prazer}. Claro que já conhecia a Nasty Gal, por isso adorei saber que a CEO milionária dessa loja incrível foi uma jovem tão sem rumo quanto eu. Dá uma pontadinha de esperança, não é mesmo?

Podemos dividir o livro em duas partes, que vão se intercalando: a primeira sendo a biografia louca de Amoruso e, a segunda, seus conselhos profissionais – e, pessoalmente, adorei as duas.  A rebeldia da autora me fez relembrar minha adolescência, por isso acabei me identificando muito com sua história, e seus conselhos me dão forças pra continuar focando na minha intuição e buscando aprimorar o que sou boa em fazer.

O livro é bem leve e divertido, gosto muito do jeito que a autora se expressa. Em cada capítulo ela descreve suas experiências e mostra como foi tomando conta das situações. Algumas das frases de efeito presentes no livro são:

  • Uma #GIRLBOSS sabe quando dar o soco e como receber o golpe
  • Todas as ações são criativas
  • O caminho reto e estreito não é o único para se chegar ao sucesso
  • O dinheiro fica melhor no banco do que nos seus pés
  • Aposte em si mesma

Esses são apenas alguns dos conselhos de Amoruso – e todos eles merecem ser levados em consideração. Esse livro é indispensável para todas mulheres que são #GIRLBOSS, mesmo que ainda estejam se adaptando à essa idéia ou que nem saibam que são ainda.

“Eu nunca sonhei com o sucesso. Trabalhei por ele.” Estée Lauder

Agora, sobre a declaração de falência: eu não sou perita em economia (pra falar a verdade a única DP que peguei até hoje foi Administração, pra vocês verem como sou péssima no assunto) por isso não entrarei em méritos técnicos, mas o que me deixou chateada foi o tom que a mídia usou ao falar sobre o assunto. Como é 2017 e ninguém aqui vive numa bolha – sim, estou falando sobre Feminismo – nem preciso comentar que as matérias seriam completamente diferentes caso Sophia fosse do sexo masculino. A opinião da mídia conservadora em relação à sua capacidade administrativa já é negativa pelo fato dela ser uma Millennial e são agravadas ainda mais simplesmente por ela ser mulher.

Por exemplo, olhe o print dessa matéria que Amoruso postou em sua conta de Instagram:

Once you've been slaughtered, it just becomes fun. Afterlife = 👌

A post shared by Sophia Amoruso (@sophiaamoruso) on

O fracasso da Nasty Gal prova que Millennials não estão prontos para liderar?” questiona a manchete. Amoruso reage comentando “uma vez que você foi massacrada, é só diversão“.

A “grande mídia” busca sempre demonizar a geração Millennial {aqueles que nasceram nos anos 80 e 90}, chamando-a de preguiçosa e mimada, e ataca constantemente as vitórias obtidas por seus “membros”, especialmente quando são mulheres. Cheguei a ver um portal que enfatizou que a fundadora da Nasty Gal tinha lágrimas nos olhos ao falar de sua renúncia, fato que provavelmente não seria noticiado caso ela fosse homem {esse é apenas um exemplo bobo que peguei logo na primeira notícia sobre o assunto}. Amoruso construiu um império do nada, em um tempo impressionante, sem uma graduação {ao contrário de grande parte de outros CEOs} e mesmo assim é alvo de dúvidas e chacotas pelos meios de comunicação.

“Por que se adaptar quando você nasceu para de destacar?” Dr. Seuss

Ver constantemente esse tipo de atitude me faz ter vontade de gritar aos quatro ventos: “Hey! Vocês aí! Estão vendo essa mulherada toda sendo incrível? Foi mal, mas o futuro vai ser delas”. Na verdade, vou ficar aqui no meu cantinho mesmo, cuidando das minhas coisinhas e tomando meu chá verde, enquanto vejo minhas amigas e todas essas mulheres incríveis dominando o mundo.

Como assim, dominar o mundo? Simples. Apoie os negócios das suas amigas. Comprem das artistas que vocês admiram. Procure por profissionais mulheres. Você vai criar uma rede linda de #GIRLBOSSES, que assim como você, são apaixonadas pelo que fazem e merecem reconhecimento pelo seu trabalho. Ninguém cresce sozinho. 🌸

Grupos legais pra mulheres empreendedoras: Compro De Quem Faz Das MinasCompro De Quem Faz Das Minas – Sampa. Lá tem todo tipo de serviço e você pode até anunciar seu negócio. Ah, e o site oficial da #GIRLBOSS tem vários artigos {em inglês} com pautas super interessantes, recomendo também.

E a série da Netflix?

Sobre a série: ainda não vi. Ops! Não sei qual é o tom dela {já vi gente reclamando que a Sophia parece uma adolescente mimada} então não vou comentar sobre isso. A série tem treze episódios e a única certeza que tenho é que a trilha sonora está imperdível {colocar “TKO” do Le Tigre é mancada com a minha pessoa}.  Com uma história como a de Amoruso não tem como a série não ser – no mínimo – divertida. Só sei que estou louca pra descobrir!

E você, já conhecia o livro? Já assistiu a série? Tem um negócio próprio e quer se promover nos comentários? Fique à vontade, a casa é sua. 🖤

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The Love Witch

She loved men… to death.

Não poderia deixar de comentar sobre esse filme aqui! Assisti “The Love Witch” há um tempinho e não consigo deixar de lembrar dele todos os dias. Fiquei completamente encantada pois ele retrata perfeitamente todos os meus gostos. Este é o primeiro longa da diretora Anna Biller, mas o estilo dela é inconfundível: Biller ficou famosa no circuito underground quando lançou o curta “Viva”, sobre uma dona de casa em meio à revolução sexual. Então, se quer ver um filme onde vestidos Vitorianos e mini saias Mod combinam perfeitamente, você precisa conhecer  “The Love Witch”!

Sinopse

Elaine, uma linda e sedutora vixen, é obcecada pelo amor. Não que ela propriamente entenda o que significa o amor, mas ela é apaixonada por essa idéia. Usando feitiços e magia, ela busca nos braços de diversos homens sua felicidade final, mas sempre acaba se decepcionando quando vê a verdadeira natureza dos sentimentos deles, e acaba ceifando a vida de cada um dos que aparecem em seu caminho.

Banquete Visual Vintage

Ao contrário do que a maioria pensa, o filme não é uma paródia ou homenagem aos filmes Technicolor ou exploitation dos anos 60 e 70. Biller quis na verdade fazer um filme utilizando simbologia de cores, usando técnicas clássicas de iluminação e filmagem (essa obra prima foi gravada em 35mm, por isso temos um resultado tão incrível) e atuações teatrais que combinassem com o roteiro.

O uso da simbologia de cores pode ser visto, por exemplo, no salão de chá, onde tudo é rosa e remete à feminilidade, parecendo o interior de um útero. Já na casa onde Elaine se hospeda, por exemplo, a decoração foi inspirada pelas cartas do tarô {que também aparecem ao longo do filme}.

A época do filme é contemporânea, mas a vibe sixties da protagonista nos faz pensar o tempo todo que estamos assistindo um filme produzido há pelo menos cinquenta anos. Devo admitir que quando vi algumas imagens tive que checar o ano do filme pra ter certeza que não estava confundindo, mas o ano era 2016 mesmo. Meu namorado, quando assistimos juntos, estranhou meus comentários extasiados sobre a produção, e perguntou o ano do filme logo no comecinho. Me arrependi no momento que dei a resposta e vi a surpresa dele, pois queria vê-lo confuso quando aparecesse uma cena com celular {mesmo que os carros na rua, por exemplo, denunciem discretamente a contemporaneidade do filme logo no início}.

O que mais me impressionou nos trabalhos da diretora é a precisão técnica. Apaixonada por filmes da Era de Ouro de Hollywood, ela quer que os filmes sigam essa aura, como um mundo de fantasia, por isso tem tanto cuidado com cada detalhe. Para que tudo ficasse o mais fiel possível a sua ideia inicial, Biller dirigiu, produziu, editou, chegou a trabalhar na construção dos cenários, rascunhou cada cena do storyboard e até confeccionou o figurino {amante da moda retrô, ela usou revistas de modelagem de décadas passadas para criar os vestidos maravilhosos de Elaine}. O tapete de pentagrama foi feito à mão pela diretora, e demorou seis meses para ficar pronto!

A maquiagem também é um tópico a parte. A sombra azul combinada com o delineado gatinho que Elaine usa ao longo do filme virou minha obsessão! Nunca achei que fosse ficar tão apaixonada por sombra azul, juro; enquanto via o filme eu fiquei o tempo todo focada nos olhos dela. Uma curiosidade que li também foi que, por ser um filme 35mm, a maquiagem usada acabou sendo pouco tradicional. A marca utilizada foi a Shiseido, pois foi a única que deu uma aparência saudável à pele das personagens. Biller disse que a maquiadora até fez um teste com outras marcas, mas como a diretora já havia tido uma experiência anterior com “Viva”, comprou vários itens da marca e levou para ela testar já sabendo que assim teria os melhores resultados.

Objetificação Feminina

Qualquer pessoa que tenha uma noção de feminismo fica horrorizada com o comportamento de Elaine; até sua própria amiga, Trish, diz que ela sofreu lavagem cerebral do patriarcado com suas idéias sobre o amor e os homens. Quando procurei mais sobre o filme e o curta de Biller, entendi melhor o ponto de vista da diretora sobre suas obras. 

Trish é o representação da feminista moderna, tem desejos e ambições que vão além de seu casamento. Elaine é uma sociopata narcisista, egoísta e extremamente sexual {no sentido de suprir o desejo masculino, pois ela mesma parece tão impassível ao ato sexual quanto ao tomar uma xícara de chá no salão vitoriano}. Ela é a anti-heroína do filme e mesmo assim sentimos simpatia pela personagem, pois a constante objetificação sofrida ao longo dos anos acabou levando-a à loucura.

Elaine enlouqueceu ao tentar encontrar seu lugar no mundo dos homens, e esse resultado da busca pela perfeição e aceitação do sexo masculino é um dos pontos que a diretora mostra em suas obras. No universo de Biller, os homens temem a sexualidade e autonomia femininas, assim como temem as mulheres pois não possuem uma elevação espiritual e sentimental como elas. É justamente por essa fraqueza que Elaine os despreza e acaba matando-os.

Muitas das informações aqui expostas foram retiradas do Twitter da própria diretora, que estou stalkeando desde que vi o filme. Não tenho a fonte de tudo que cito aqui no texto pois já li praticamente todas matérias sobre o filme, antes mesmo de pensar no post, por isso acabei perdendo os originais {pra você entender o nível da minha paixão}. Mas ler as respostas de Biller, entender seus pontos de vista e pegar as referências incríveis que ela posta no Twitter diariamente foi a cereja do bolo pra me deixar obcecada com esse filme e com os assuntos retratados, por isso recomendo muito que siga essa mulher incrível. Você não vai se arrepender!

E pra quem curtiu a vibe do filme, ama rock psicodélico e queria muito viver nos anos 60 assim como eu, recomendo essa playlist:

Ufa! Espero que esse texto tenha deixado você pelo menos um pouquinho curioso pra assistir esse filme. Me fale se gostou; e se já assistiu, o que achou? Vou amar saber sua opinião! 🖤

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Twin Peaks • O Mistério Completo

Não é segredo para ninguém que eu amo Twin Peaks e toda e qualquer coisa relacionada à esse universo – tenho todos os motivos do mundo pra isso, até por que conheci meu namorado por causa dessa obra maravilhosa. Com uma nova temporada chegando ano que vem e o interesse por uma das séries mais icônicas da televisão aumentando a cada notícia divulgada, decidi mostrar um pouquinho da minha coleção para quem já é fã pirar junto comigo e também para atiçar a curiosidade daqueles que não conhecem nada sobre a série. Já adianto que esse post é gigante, então prepare-se, pegue sua xícara de café e me acompanhe, pois duvido que você não ficará apaixonado por esse mundo fantástico criado pelo David Lynch e Mark Frost.

A Trama

A história da série gira em torno do assassinato de Laura Palmer, uma garota linda e adorada por todos da pequena cidade de Twin Peaks, e a investigação do caso, conduzida pelo agente especial Dale Cooper do FBI. Com a morte de Laura, Twin Peaks aos poucos se mostra completamente diferente da pacata paisagem que imaginamos, onde o lado oculto de cada membro da cidade começa a ser revelado e histórias cada vez mais bizarras se desenrolam. A emblemática da série se resume a dualidade: verdade e mentira, sonho e realidade, vida e morte.

Uma Novela Cinematográfica

Originalmente Twin Peaks foi um seriado que durou de 1990 até 1991, contando com apenas duas temporadas e trinta episódios. A recepção foi estrondosa, pois sua trama tinha toques de surrealismo, suspense, drama e humor, bem diferente de qualquer produção existente.

Twin Peaks foi revolucionário para a época: trouxe a estética cinematográfica para a televisão e rompeu com os padrões das séries que existiam; explorou o estilo das novelas, seus melodramas e personagens, mas trazendo um estilo noir e surrealista. Enquanto as novelas tinham um tipo de efeito moral, a série mostrava personagens com nuances que alternam entre o “bem” e o”mal”. A novela “Invitation to Love” que alguns personagens assistem durante a série mostra bem essa relação, onde os cidadãos de Twin Peaks eram retratados como personagens dos dramas televisivos comuns até então.

A trilha sonora é uma das características mais marcantes da série. Composta por Angelo Badalamenti, as músicas conseguem evocar completamente a aura da cidade e a personalidade de alguns de seus habitantes. Para a criação da trilha, Lynch costumava descrever as emoções e o clima que ele gostaria que a música trouxesse enquanto Badalamenti as criava no piano. Nesse trecho de um dos extras da Gold Box Edition temos uma idéia de como foi o processo de criação, usando como exemplo o tema da Laura Palmer. E a melhor notícia: o Badalamenti vai estar na temporada nova, então pode ter certeza que a trilha será maravilhosa.

Fire Walk With Me

O filme {em português: Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer} foi lançado um ano após o fim da série. Lynch estava apaixonado pela Laura Palmer e suas contradições, e queria vê-la viva, se movendo e falando. Apesar de ter estreado em 1992 com uma péssima recepção da crítica e do público – foi vaiado em Cannes e um fracasso de bilheteria – o filme é hoje considerado um clássico.

Minha cena favorita: the pink room

“Fire Walk With Me” é um prequel da série, e mostra a última semana de vida de Laura e as bizarras cincunstâncias que levaram à sua morte, que é o ponto inicial da série. Podemos ver as duas faces da personagem principal: a garota perfeita que todos conhecem e a garota desesperada e com segredos sobre a cidade que ninguém nunca poderia imaginar.

É maravilhoso ver a interpretação da Sheryl Lee, pois na série não conhecemos a Laura de verdade. Com o filme e o diário nos aproximamos muito mais da personagem, o que faz com que a memória do que aconteceu à ela seja muito mais dramática.

OBS: recomendo a leitura do “O Diário Secreto de Laura Palmer” antes de assistir o filme. Apesar do filme mostrar bem como era a Laura enquanto viva, o diário mostra como ela quando ainda era inocente, muitos anos antes da série ou do filme.

Minha coleção

Conheci a série há uns seis anos, pois fiquei intrigada com as fotos da Laura Palmer que via aos montes no Tumblr e fui procurar quem era aquela prom queen maravilhosa por quem todo mundo era apaixonado. Só precisei assistir os primeiros minutos do episódio piloto para saber que tinha descoberto uma nova paixão; fiquei completamente obcecada com a aura da série, com a trilha sonora, com as personagens. Agora, imagine meu estado quando foi anunciada oficialmente uma nova temporada?

Quando saíram os primeiros rumores há quase três anos duvidei muito que a série voltaria, pois dar continuidade a uma série depois de 25 anos seria algo super bizarro, certo? Certíssimo. E justamente por ser tão surreal é exatamente isso que vai acontecer, e ainda por cima com uma pontualidade quase perfeita {“I’ll see you again in 25 years”}. Pela escolha do cast e teasers {olha esse do Lynch} tenho certeza de que será uma temporada memorável e digna de seu legado. Honestamente, não tem como não amar tudo isso.

Essa ainda é um acervo pequeno e modesto, mas espero que esse ano eu adicione muitos itens novos, graças a terceira temporada. Mal posso esperar pra ter uma coleção de Funko com minhas personagens favoritas!

Twin Peaks: The Definitive Gold Box Edition

O que eu mais gosto desse box é que cada episódio vem com uma introdução da Log Lady. Além disso, tem mais extras legais: entrevistas, documentários, a sátira do Saturday Night Live, vídeos do Twin Peaks Festival, comerciais na tv, documentos da produção, mapa interativo, entre outros.

Bizarramente só agora mexendo nas fotos eu notei a textura na estrada. Meu deus eu mereço um prêmio pela percepção aguçada.

OBS: Eu ganhei esse box e ele faz parte de uma história muito fofa que vou contar lá no final.

Twin Peaks: The Entire Mystery

Okaaay, esse box eu peguei emprestado do meu namorado, mas eu PRE-CI-SA-VA dele nesse post. Ele é de longe um dos box de Blu-ray mais lindos que já vi, a qualidade é impecável! Ele vem com dez discos, incluindo a série completa, o filme e muitos extras.

A capa do box é dura, texturizada e tem esse recorte mostrando o rosto da Laura quando foi encontrada morta. O rosto embaixo tem relevo – sim, esse box é bem feito nesse nível.

Detalhe das folhas translúcidas da descrição de cada disco

“Damn good food!”

“It fell down.”

A melhor surpresa: na última parte do box tem uma foto de um chão de terra, e quando abrimos a tampa tem um bilhete um tanto quanto… inusitado. Ou não.

FIRE WALK WITH ME

Não disse que esse box era incrível? Eu passo mal com esse box, sério. Nesse vídeo que meu namorado fez dá pra ter uma idéia melhor de como ele é. Se você conhece alguém que ama Twin Peaks e quer dar um presente inesquecível, recomendo esse box, tem aqui na Amazon gringa. A pessoa vai te amar pro resto da vida!

O Diário Secreto de Laura Palmer

“O Diário Secreto de Laura Palmer” revela todo o conteúdo do diário secreto {#duh} que é encontrado ao longo da série, desde a primeira entrada em 1984, quando Laura ganha o caderno em seu aniversário de 12 anos, até algumas anotações confusas e desesperadas dias antes de sua morte.

Ele foi escrito pela Jennifer Lynch, filha do co-criador da série, e lançado em 1990. A parte interessante é que ele foi publicado antes da segunda temporada – consequentemente, antes da revelação de seu assassino – mas a escritora diz que é possível adivinhar quem é o culpado pela sua morte se souber interpretar todas as passagens. Caso você ainda não tenha chegado na solução do assassinato, seria super legal ler esse diário antes de começar a segunda temporada e ter a mesma sensação que as pessoas tiveram durante a época da exibição original, tentando descobrir o assassino pelas pistas do diário.

Minha dica é: leia esse diário, não importa quando. É obrigatório. Ele vai dar uma luz completamente diferente sobre a personagem mais misteriosa e vai explicar muita coisa que fica meio obscura na série. Ah, já falei lá em cima, mas vou repetir: se puder, leia antes de assistir o filme, pois vai ajudar muito na compreensão dele. Não existe a possibilidade de você falar que gosta de Twin Peaks sem esse “extra”, pois ele amarra completamente a trama e te coloca dentro da cabeça da Laura, explicando muitas atitudes e pensamentos que antes {pelo menos pra mim} não faziam sentido.

The Secret History of Twin Peaks

Esse livro foi escrito pelo Mark Frost e lançado em Outubro desse ano. Reservei o meu e o do meu namorado no pré-lançamento {primeira edição, yay!}, mas ainda não terminei de ler, estou enrolando para ler mais perto da estréia da temporada para não ficar tão ansiosa. Sim, sou ridícula.

O livro é como se fosse um arquivo do FBI sobre um dossiê encontrado na cena de um crime ocorrido em 2016, ainda sob investigação. A introdução é um memorando do Gordon Cole {yassss}, pedindo uma análise completa e o maior levantamento de informações possíveis sobre o conteúdo do dossiê, incluindo a identidade da pessoa que o compilou – que se auto intitula “The Archivist” {“O Arquivista”}. O livro tem notas de rodapé em todas as páginas, feitas pelo Agente Especial responsável pelo caso.

O dossiê é na verdade uma coleção de documentos e notícias relacionadas à cidade de Twin Peaks. Ele foi feito em ordem cronológica: as primeiras entradas são cartas de 1805 e reúne arquivos que só param em 1989, citando um encontro do Arquivista com Cooper, sendo esse o último registro. Esse compilado é a maior fonte de informações que temos sobre a história da cidade.

Como mostra esse recorte de jornal, coisas estranhas já aconteciam em Twin Peaks há muito tempo

Como o livro foi escrito por Frost, com certeza terá uma relação direta com os novos episódios {outra razão para ainda não ter lido, como já disse lá em cima considero qualquer informação sobre a trama como spoiler e fujo o máximo que conseguir}. Preste atenção na imagem verde e vermelha de coruja, imagino que o “segredo” que ela guarda vai ser um dos pontos chave da terceira temporada.

Entendeu o segredo?

A place both wonderful & strange

É impossível lembrar de Twin Peaks sem mergulhar completamente em seu universo: árvores, vento, café, torta de cereja, donuts, corujas, troncos, água e fogo são padrões comuns quando lembramos da série. A coisa que mais amo de toda a produção é como consigo me colocar dentro da cidade; fecho os olhos e sinto os cheiros, os sabores, o vento e os respingos da cachoeira na minha pele. O episódio piloto é de longe meu favorito, assisto pelo menos a cada dois meses, de tanto que amo! Adoro ver a reação de toda a cidade depois de descobrir o que aconteceu com a Laura; a emoção que sinto com cada um dos personagens é real, parece que são pessoas que convivo diariamente e que fazem parte do meu universo. Claro que a cidade tem seus podres escondidos e surrealismos característicos, mas ainda assim sinto que conheço aquele lugar.

Twin Peaks faz parte da cultura pop. Já apareceu no Saturday Night Live, Simpsons e foi referenciado e usado como inspiração de dezenas de séries e filmes. Além dos livros oficiais {dois deles ainda não tenho, por isso não apareceram na coleção: “The Autobiography of F.B.I. Special Agent Dale Cooper: My Life, My Tapes” e o audiobook “Diane…” – The Twin Peaks Tapes of Agent Cooper} ainda existem vários livros sobre a cidade fictícia, sobre a série e o impacto que teve na época. Basta dar uma procurada rápida na internet que você vai encontrar uma legião de fãs que venera a obra, e caso você ainda não seja um deles, espero que esse post tenha despertado no mínimo uma vontade de conhecer melhor essa cidade e seus mistérios.

Ah, e como eu mencionei lá em cima, se não fosse por causa de Twin Peaks eu não estaria namorando. Sei que falar isso num post sobre a série faz com que pareça uma mentirinha, mas juro que é a mais pura verdade. Bem, a história é a seguinte: um dia achei um boy muito gato, fui stalkear e logo a primeira foto do Instagram era uma ilustração incrível que ele tinha feito do Bob. Juro pela minha coleção de cílios postiços que era a primeira foto mesmo, então senti que era um sinal do Universo falando que eu tinha que casar com ele e fui logo falar com ele. Conversamos sobre a série, ele me mostrou uma tatuagem que tinha feito há pouquíssimo tempo atrás {“FIRE WALK WITH ME” no antebraço} e a partir desse dia nunca ficamos mais que algumas horas sem conversar. Algumas semanas depois, no nosso primeiro encontro, ganhei duas coisas: o Gold Box de Twin Peaks e a certeza de que havia encontrado minha alma gêmea. Estamos juntos há quase dois anos e esperamos ansiosamente a terceira temporada, já que depois de tanto tempo vivendo apenas com as memórias de episódios antigos vamos sentir novamente aquele friozinho na barriga ao assistir um episódio inédito – só que dessa vez vamos estar de mãos dadas e grudados no sofá com um “damn good coffee”. ♡

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Black Mirror

Esse fim de semana tive o prazer de assistir Black Mirror, uma serie britânica maravilhosamente perturbadora. Com duas temporadas e um especial de Natal, esta série de 2011 {sim, eu também me pergunto como nunca ouvi falar dela antes!} tem apenas sete episódios no total. Cada um deles com uma história, elenco e até mesmo realidades distintas, tendo como elo de ligação a tecnologia e seus efeitos na sociedade.

Como disse o criador da série, Charlie Brooker,  para o jornal The Guardian, “Se tecnologia é uma droga – e bate como uma droga – então quais exatamente são os efeitos colaterais? Aquele espaço entre o encanto e o desconforto é o ponto central da minha nova série. O “black mirror” do título pode ser encontrado em qualquer parede, escritório ou na palma de cada mão: a fria e brilhante tela de uma TV, um monitor ou um smartphone.”.

Se você {assim como eu} ama distopia, ficção científica e pitadas de cyber punk, vai se deliciar com cada um dos episódios, onde podemos assistir a sociedade se afundando em meio à tecnologias deturpadas ou pervertidas. Black Mirror é definitivamente uma das séries mais intensas e questionadoras que já vi, e tudo isso sem precisar de efeitos especiais grandiosos. O mais grotesco de tudo é perceber que alguns dos universos retratados não estão muito longe da nossa realidade, o que deixa essa série ainda mais perturbadora.
E prepare-se: você não vai sair o mesmo após assistir um episódio.
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