Black Mirror

Esse fim de semana tive o prazer de assistir Black Mirror, uma serie britânica maravilhosamente perturbadora. Com duas temporadas e um especial de Natal, esta série de 2011 {sim, eu também me pergunto como nunca ouvi falar dela antes!} tem apenas sete episódios no total. Cada um deles com uma história, elenco e até mesmo realidades distintas, tendo como elo de ligação a tecnologia e seus efeitos na sociedade.

Como disse o criador da série, Charlie Brooker,  para o jornal The Guardian, “Se tecnologia é uma droga – e bate como uma droga – então quais exatamente são os efeitos colaterais? Aquele espaço entre o encanto e o desconforto é o ponto central da minha nova série. O “black mirror” do título pode ser encontrado em qualquer parede, escritório ou na palma de cada mão: a fria e brilhante tela de uma TV, um monitor ou um smartphone.”.

Se você {assim como eu} ama distopia, ficção científica e pitadas de cyber punk, vai se deliciar com cada um dos episódios, onde podemos assistir a sociedade se afundando em meio à tecnologias deturpadas ou pervertidas. Black Mirror é definitivamente uma das séries mais intensas e questionadoras que já vi, e tudo isso sem precisar de efeitos especiais grandiosos. O mais grotesco de tudo é perceber que alguns dos universos retratados não estão muito longe da nossa realidade, o que deixa essa série ainda mais perturbadora.
E prepare-se: você não vai sair o mesmo após assistir um episódio.
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Mark Ryden • PINXIT

Pinxit, do Latim “Pintado Por”, é uma retrospectiva arrebatadora que reúne o trabalho de quase duas décadas de Mark Ryden, um de meus artistas favoritos. Comprei este livro encantador durante minha viagem a Paris, na livraria do Palais de Tokyo. 

Mark Ryden é um dos mais renomados artistas do movimento de surrealismo-pop, uma arte underground e influenciada pela cultura pop. A estética de Ryden é desenvolvida a partir de sutis fusões de muitas fontes, que vão de David Ingres à qualquer coisa que evoque mistério, como por exemplo brinquedos antigos, modelos de anatomia, animais empalhados, esqueletos e artigos religiosos. 

O livro, para complementar algumas das ilustrações, possui páginas com vários detalhes em escala real {estava tão acostumada a ver as imagens apenas pela internet que não tinha noção do tamanho real das telas}. É possível ver toda a minúcia das pinturas que, juntamente com os rascunhos e explicações, dão uma nova vida a cada obra.

Abaixo estão algumas imagens do livro, só para dar um gostinho para vocês.
 
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Made by… Feito por Brasileiros





São Paulo had a unique art invasion: an abandoned hospital closed since 1993 opened its doors for the first time to the public to host an artistic intervention. The “Made by… Feito por Brasileiros” exhibition reunites the works of a hundred artists, fifty from Brazil & fifty from abroad.

The exhibition is curated by Marc Pottier & Simon Watson & incorporates ephemeral works of painting, sculpture, installation & video. The site chosen to host the show is as interesting as the artistic intervention itself; built in 1904 the Matarazzo Hospital, in the center of São Paulo, brings back to life derelict pavilions, hallways, examination rooms, maternity wards, courtyards & gardens with the amazing works of selected artists. I must confess I wanted to visit the exhibition specially because I was dying to see the Hospital for the first & last time; I simply adore neglected places & antique architecture styles, so visiting one of the most important medical wards of the city’s history was a burning desire & as I could prove it, a delightful experience. 

“Made by… Feito por Brasileiros” was created as a public goodbye to the world, since the building that had been hidden for a long time will now be overtaken by the architects Jean Nouvel & Philippe Starck, converting the magnificent space into a luxe hotel, theathers, art gallery & a mall. Unfortunatelly this piece of history will be destroyed, just like many other buildings in Brazil since our politicians don’t care much about keeping our history alive. The Matarazzo Hospital would be the perfect site for international art events for the next years, but money speaks louder, I guess. At least I had the chance to visit it before it turns to dust, or better, turns into something I’ll never be able to afford to visit again.















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